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02/04/2016 10:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Protestos pró e contra o Impeachment têm perfis semelhantes de manifestantes, diz Datafolha

ASSOCIATED PRESS
Demonstrators march in support of Brazil's President Dilma Rousseff and former President Luiz Inacio Lula da Silva, in Sao Paulo, Brazil, Thursday, March 31, 2016. Rousseff is currently facing impeachment proceedings as her government faces a stalling national economy and multiple corruption scandals. Lula da Silva has been linked to a sprawling corruption scandal involving Brazilian oil giant Petrobras. (AP Photo/Andre Penner)

A pauta é diferente e as palavras de ordem são por objetivos opostos, mas uma pesquisa do Datafolha, publicada pela Folha de S.Paulo, mostram que os participantes das manifestações pró e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff têm semelhanças entre si.

A média de renda e instrução dos manifestantes é superior, por exemplo, à da cidade de São Paulo. A pesquisa também mostra que o grupo que está indo às ruas, independente do objetivo final, demonstra uma taxa expressiva de pessoas economicamente ativa.

No último protesto na Avenida Paulista, dia 13 de março - a favor do Impeachment -, 77% dos manifestantes tinham Ensino Superior Completo. Foi uma proporção parecida a que foi encontrada na Praça da Sé, onde mais de 45 mil pessoas protestaram contra o Impeachment, na última quinta-feira, 31. Por lá, 73% das pessoas tinham formação universitária.

A renda também mostraram semelhanças entre os dois grupos. Na Praça da Sé, mais da metade dos entrevistados declarou renda entre 5 e 50 salários mínimos. Enquanto na Paulista a proporção dessa faixa salarial foi de seis em cada 10 pessoas.

Mais de 80% dos manifestantes de ambas as manifestações são economicamente ativos, mas os grupos mostram diferenças nas profissões. No protesto pró-governo, 16% eram funcionários públicos (contra 5% entre os a favor do Impeachment). Na Paulista, mais de 12% dos entrevistados eram empresários - três vezes mais do que na Sé.

A pesquisa do Datafolha ouviu 1.313 pessoas na Praça da Sé, no dia 31, e 2.262 na Paulista, no dia 13. A margem de erro das duas pesquisas é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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