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30/03/2016 20:40 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Nova denúncia da PGR atinge sete políticos do PP, o partido mais implicado na Operação Lava Jato

Reprodução/Facebook

Sete políticos do Partido Progressista (PP) foram denunciados nesta quarta-feira (30) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Constam na denúncia os deputados Arthur Lira (AL), Mário Negromonte Jr. (BA), Luiz Fernando Faria (MG), José Otávio Germano (RS), Roberto Britto (BA) e os ex-deputados Mário Negromonte (BA) e João Alberto Pizzolatti (SC).

De acordo com a PGR, os sete denunciados cometeram os crimes de ocultação de bens e corrupção passiva. No caso de Negromonte Jr. pesa ainda dois crimes extras: o de organização criminosa e pela tentativa de atrapalhar as investigações.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a denúncia foi oferecida com base em um inquérito que apura Pizzolatti e o seu status de beneficiário no esquema de propinas da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato – a qual implicou pelo menos 32 nomes vinculados ao PP, o partido com mais citados em números absolutos.

Além desta denúncia, os sete mencionados pela PGR continuam sendo investigados pelo STF em outros procedimentos – só Pizzolatti consta em quatro inquéritos, enquanto Lira aparece em três, Germano em dois e os demais em um cada. A denúncia está sob sigilo a pedido da PGR, uma vez que seus elementos advém de uma delação premiada ainda não homologada pelo Supremo.

Ao G1, a defesa de Mário Negromonte informou que não existem elementos para sustentar a denúncia contra ele no STF. Já as assessorias de Pizzolatti, Faria, Britto, Germano e Lira preferiram não comentar, enquanto a de Mário Negromonte Jr. não respondeu.

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