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30/03/2016 16:43 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Líder do MTST dá puxão de orelha em Dilma: 'É importante o governo perceber quem o apoia'

Roberto Stuckert Filho/PR

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, fez uma ampla defesa do governo, mas também deu um puxão de orelha na presidente Dilma Rousseff, na cerimônia de lançamento da terceira fase do Minha Casa Minha Vida.

No Palácio do Planalto, ao discursar, ao lado de Dilma para uma plateia de movimentos sociais, Boulos pediu a presidente que preste atenção em quem vai às ruas dar apoio ao governo, que compreenda e perceba essas pessoas.

“Esse povo que vai às ruas, presidente, é importante o governo perceber que esse povo trabalhador, contra o golpe, quer avanços sociais, não quer ajuste fiscal, não quer reforma da previdência. Quer que o andar de cima pague a conta da crise. Este povo não quer nem vai abrir mão daquilo que conquistou. Não abriremos mão da nossa democracia, dos nossos direitos sociais, que o recado fique claro.”

MTST hoje em Brasilia no lançamento do MCMV3!!#NaoVaiTerGolpe#ForaCunha" Um dia muito importante para aqueles que lutam por moradia no país...esperamos agora que as contratações possam ser imediatas!...Agora não e possível na situação grave que estamos vivendo no país,vir aqui e falar apenas de moradia, Nós estamos vivendo uma perigosa e criminosa ofensiva golpista contra o que nós temos de democracia no nosso país!...Quem esta na rua contra o golpe não é empresário nem banqueiro. O povo que está na rua contra o golpe não quer ajuste nem reforma da previdência, quer que o andar de cima pague a conta da crise."

Publicado por Mtst Trabalhadores Sem Teto em Quarta, 30 de março de 2016

Boulos acrescentou ainda que nas manifestações em defesa do governo não viu nenhum empresário nem o PMDB. Ele criticou ainda a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que financia campanha em favor doimpeachment. “Fiesp historicamente fez com que o trabalhador brasileiro pagasse o pato, quiseram acabar com CLT.”

Para ele, o País vive uma ofensiva golpista criminosa e perigosa, com liberdade democrática e soberania do voto popular sob ameaça.

“É verdade, está previsto impeachment na Constituição. Agora, sem crime e conduzido por um bandido na presidência da Câmara é golpe sim, senhor. E golpe não tem legitimidade.”

Boulos garantiu que os movimentos sociais continuarão nas ruas em resistência.

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