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24/03/2016 20:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

SP, Rio e Brasília reúnem manifestantes contra e a favor ao impeachment de Dilma

Reprodução

Mais de 30 mil pessoas, segundo números da Polícia Militar, estão reunidos no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, para um protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A manifestação da Frente Povo Sem Medo começou às 18h e foi convocada por 20 movimentos sociais, entre eles a Central Única do Trabalhador e o Movmento dos Trabalhadores Sem Teto (MST). Segundo os organizadores, o público é de 30 mil pessoas.

O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, foi um dos primeiros a discursar e afirmou que o movimento não está na rua para defender um governo, mas conquistas sociais e a própria democracia. "Eles acharam que iriam desfilar com o golpe pela avenida", disse Boulos. "Nós não queremos incendiar o país, mas também não temos sangue de barata", completou.

O presidente do PT, Rui Falcão, também marcou presença no ato. Em um breve discurso, preferiu não mencionar a palavra impeachment. "Vamos barrar o golpe com luta e mobilização social, com o povo da rua e luta por direitos, contra a mídia manipuladora e contra o grande capital", afirmou.

Segundo a organização, o protesto deve acabar em frente à Rede Globo, na zona Sul de São Paulo. No Rio, os manifestantes estão concentrados na Cinelândia.

Em Brasília, na capital federal, cerca de 50 manifestantes estão concentrados em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com bandeiras do Brasil e pixulecos da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, o grupo grita palavras de ordem a favor das investigações da Operação Lava Jato, que apura os esquemas de corrupção na Petrobrás.

Parte dos manifestantes que participam do ato está campada há cinco dias ao lado do STF, para pressionar o tribunal a não decidir por medidas que beneficiem Lula.

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