MUNDO
24/03/2016 20:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

França multa Google por lei do 'direito de ser esquecido'

BRUXELAS (Reuters) - A autoridade de proteção de dados da França disse que multou o Google em 100 mil euros por não depurar os resultados das buscas internet de maneira ampla o suficiente, em resposta

ASSOCIATED PRESS
FILE - In this March 23, 2010, file photo, the Google logo is seen at the Google headquarters in Brussels. Google is disclosing how much of the traffic to its search engine and other services is being protected from hackers as part of its push to encrypt all online activity. Encryption shields 77 percent of the requests sent from around the world to Google’s data centers, up from 52 percent at the end of 2013, according to company statistics released Tuesday, March 15, 2016. (AP Photo/Virginia Mayo, File)

A autoridade de proteção de dados da França disse que multou o Google em 100 mil euros por não depurar os resultados das buscas internet de maneira ampla o suficiente, em resposta a uma lei de privacidade europeia.

A única maneira que o Google tem para defender o direito de privacidade europeu é retirar resultados imprecisos aparecendo em buscas de nomes em todos os seus sites, disse a Comissão Nacional de Informática e das Liberdades (Cnil, em francês) em uma declaração nesta quinta-feira.

Em maio de 2014 o Tribunal de Justiça Europeu decidiu que pessoas poderiam solicitar a mecanismos de busca, como Google e o Bing, da Microsoft que removam dados inadequados ou irrelevantes dos resultados aparecendo em buscas pelos nomes das pessoas na Internet - apelidada de "direito de ser esquecido".

Em maio passado, o Cnil ordenou que o Google expandisse a aplicação da lei para todos os seus domínios, incluindo o Google.com, devido à facilidade da transição de um domínio europeu para o Google.com

"Ao contrário das declarações do Google, a aplicação da retirada dos nomes de todas as extensões não restringe a liberdade de expressão, um vez que não causa a exclusão de nenhum conteúdo da Internet", disse o Cnil.

Um porta-voz do Google, agora uma unidade da holding Alphabet, disse que a empresa havia trabalhado duro para implementar o "a regra do direito de ser esquecido de maneira cuidadosa e abrangente na Europa".

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