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23/03/2016 10:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Quando dá para dizer que você está 'tendo um ataque de pânico'?

Hinterhaus Productions via Getty Images
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Alerta de spoiler: quando você realmente estiver tendo um ataque.

Disparar termos relacionados à saúde mental de maneira descuidada perpetua um estereótipo negativo sobre pessoas com doença mental.

• Nos Estados Unidos, quase 40 milhões de adultos sofrem de transtorno de ansiedade e aproximadamente 6 milhões são vítimas de síndrome do pânico.

• Os sintomas mais comuns incluem dificuldade para respirar, náusea, tremores e pensamentos acelerados.

Coletivamente, temos o péssimo hábito de usar incorretamente palavras relacionadas às doenças mentais para explicar uma situação ou experiência. Se você muda de ideia, é “bipolar”. Se é superorganizado, tem transtorno obsessivo compulsivo (TOC). E, se estiver numa situação estressante, está tendo um “ataque de pânico”.

Além disso ser um pouco dramático, pode menosprezar quem realmente sofre de uma doença mental. Isso é especialmente verdade quando estamos falando de ataques de pânico debilitantes.

Já é muito difícil lidar com ocorrências incapacitantes de pânico e medo — imagine alguém que nem sabe o que é ter um ataque fazendo piada com o termo. Como explicado num blog do HuffPost por Rebecca Fuoco, especialista em comunicação no segmento de saúde e defensora na área de saúde mental, usar termos de doenças mentais como figura de linguagem pode ser muito prejudicial.

“Quanto mais nomes de doenças mentais surgirem em nossas conversas como autodiagnósticos jocosos e adjetivos inapropriados, mais difícil será para as pessoas com diagnósticos clínicos se abrirem e serem ouvidas”, escreveu.

Não tem certeza se você deve usar o termo para descrever uma situação ou experiência? Vamos lhe ajudar. Criamos abaixo um útil fluxograma para ajudar a determinar quando é realmente apropriado dizer que você está tendo um ataque de pânico:

Disparar termos relacionados à saúde mental de maneira informal pode ser perigoso. Não só perpetua o estereótipo negativo sobre pessoas com doenças mentais, mas o estigma associado também pode impedi-las de buscar tratamento.

Cerca de 40 milhões de adultos nos EUA sofrem de transtornos de ansiedade, e aproximadamente 6 milhões apresentam distúrbios do pânico na idade adulta. Um sintoma comum desses transtornos são os ataques de pânico, que causam dificuldade para respirar, tonturas, tremores e pensamentos acelerados.

Quanto mais cedo começarmos a tratar a saúde mental com seriedade — e tratá-la com sensibilidade —, maior será o conhecimento sobre o problema. Simples assim.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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