LGBT
22/03/2016 14:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Como a NFL e o futebol americano querem derrubar leis homofóbicas nos EUA

Matt Ryan, quarterback do Falcons

A cidade de Atlanta, na Georgia, sonha em sediar o Super Bowl, seja em 2019 ou em 2020. Acontece que o estado americano tem chances de aprovar nos próximos dias uma controversa lei homofóbica que pode custar bilhões de dólares à cidade e aos cidadãos.

A medida sugere que lideres religiosos podem se recusar a realizarem casamentos e permite ainda que ações financiadas por impostos podem ser negadas para a comunidade LGBT.

A novidade é que a própria liga americana, a NFL, está lutando contra a lei. Ou seja: ou a lei cai ou não haverá final do futebol americano em Atlanta.

Philip Wheeler, dos Falcons

A lei ainda está pendente da assinatura do governador Nathan Deal, mas já espanta empresários e a sociedade civil. E, claro, o fato de perder o evento esportivo mais rentável do planeta pode mudar o cenário drasticamente. O político já disse que pretende revisar a lei no próximo mês. E a pressão segue.

Arthur Blank, o proprietário da franquia da cidade na NFL, o Atlanta Falcons, pretende inaugurar o novo estádio, o Mercedes -Benz Stadium, até meados de 2017. E sediar o Super Bowl com a obra orçada em US$ 1,4 bilhão seria a cereja do bolo.

"As políticas da NFL enfatizam a tolerância e inclusão e proíbem a discriminação com base na idade, sexo, raça, religião, orientação sexual ou qualquer outra norma imprópria", disse o porta-voz da NFL, Brian McCarthy.

Para a final de 2019, Atlanta compete com Miami, Tampa e Nova Orleans. Em 2020, a cidade disputa com Miami, Tampa e Los Angeles.

E Atlanta só tem chances se a homofobia não virar lei.