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18/03/2016 18:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Não julgue suas fobias por estas belas capas de livros vintage

67 INC

Todos sabemos que não devemos julgar os livros por suas capas, mas isso é totalmente verdade? Sem dúvida, as capas de livros merecem um pouco daquela atenção que parecem exigir.

Capa artística — seja minimalista ou extravagante, ousada ou sutil — oferece nada menos do que um encontro entre um anúncio das qualidades do livro e uma interpretação artística de seu conteúdo. Mesmo trabalhando dentro das limitações de um modelo de capa de livro (incluindo título e autor ou, para uma série, combinar o design com uma estética do conjunto), a criatividade do designer pode brilhar, incentivando o leitor a pegar este livro, e não aquele outro, no mostruário da loja.

Alguns pôsteres simples e atraentes de Simon Staines, inspirados pela estética de design de livros vintage, brinca com a iconografia das capas com grande efeito. O designer por trás da empresa 67 Inc apresentou recentemente um novo pôster, Phobias Book Covers A to Z, que mostra 34 medos extremos representados com uma capa para cada, inspiradas no visual clássico dos livros dos anos 60.

Staines, que desenha os pôsteres na 67 Inc em paralelo ao seu trabalho de animação para blockbusters de Hollywood, disse ao The Huffington Post por e-mail que sabe que não é o único admirador da estética clássica das capas de livros dos anos 60. “Como muitos designers”, escreveu, “sou atraído pela simplicidade arrojada desse tipo de design, que era imediata e acessível muitas vezes usando apenas caracteres ou blocos de cor e formas”.

Suas gravuras passadas usaram figurinhas como elementos básicos. “Sempre me interessei em colecionar e em coleções”, Staines explicou. “Uma série de livros foi realmente uma progressão natural da ideia.”

Por que abordar fobias especificamente? Ele destacou que, para um conceito de A-Z, o tema geral tem de permitir que você abarque o alfabeto, e, neste caso, existem inúmeras fobias. Além disso, há tantos medos diferentes no mundo que a série poderia ser profundamente variada: “A beleza das fobias como conceito para uma gravura era o amplo escopo do assunto que você tem para ilustrar”, disse.

Além disso, se você prestar bastante atenção, existem deliciosas surpresas para os culturalmente versados: alguns dos livros têm autores listados na capa cujos nomes podem ser reconhecidos como personagens que sofreram publicamente de fobias de mesmo nome.

A ilustração, que Staines criou com uma mistura de desenho à mão livre, fotografia, Photoshop e outros programas de design, captura o medo da chuva, de parentes e quartos em gráficos icônicos que, no entanto, apresentam um visual levemente desgastado. “Tentei fazer com que cada capa se parecesse com um livro que você poderia ter comprado num bazar ou num sebo”, explicou.

Esses livros de bolso, de aspecto quase velho, possuem ainda mais charme na era dos e-books e ficção no Twitter; a gravura evoca um desejo de vasculhar um sebo ou as estantes de seus avós para ver páginas que foram viradas por outras mãos.

Talvez esta seja a manifestação do medo de computadores, a chamada logizomecanofobia — ou talvez os livros sejam apenas objetos lindos, não importa o conteúdo, como as capas de Staines apropriadamente demonstram.