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18/03/2016 16:45 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Manifestações pela democracia e por Dilma e Lula acontecem em todos os estados

mídia ninja

As manifestações de apoiadores da presidente Dilma Rousseff e contra possíveis abusos do juiz Sergio Moro em investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconteceram em todas capitais do País.

Chamado oficialmente como "Ato em defesa pela democracia, dos direitos sociais e contra o golpe", as manifestações aconteciam em , o maior grupo de presentes se deu na Avenida Paulista. Segundo a CUT, uma das organizadoras, foram 500 mil presentes. A Polícia Militar não divulgou estimativas.

Às 16h30, a Avenida Paulista foi fechada nos dois sentidos por manifestantes na altura do Masp. Um caminhão de som tocando "Lula lá", jingle de campanhas antigas do petista, marcou o fechamento dos dois sentidos da via, entre as ruas Pamplona e Peixoto Gomide.

Faixas com os dizeres "Redução não é solução", da comunidade LGBT e entidades sindicais e sociais eram a maioria. Mas também contra o juiz Sergio Moro, a Fiesp e a Rede Globo. O coro "Não vai ter golpe" foi o mais ouvido nas manifestações.

Os números

As principais capitais e outros estados tiveram atos nesta sexta-feira.

A polícia ainda não informou os dados oficiais, mas os organizadores dos atos já tem estimativas, de acordo com informações da Folha.

No Recife foram 200 mil. Salvador teve 100 mil no ato.

Curitiba recebeu 20 mil pessoas. Em Belo Horizonte foram 70 mil reunidos. Rio Branco e Campo Grande tiveram cerca de 3 mil participantes. Florianópolis, 7 mil. João Pessoa teve 30 mil pessoas. Fortaleza, 60 mil participantes.

Lula lá

De acordo com a assessoria do ex-presidente Lula, ele deve participar do ato, com chegada prevista para 18h30. O presidente estadual do PT, Emídio de Souza, confirmou Lula, classificando-o como "ministro da esperança".

Clima quente

No início da tarde, o clima esquentou em um restaurante próximo ao local da manifestação. Participantes do ato favorável à presidente Dilma e ao ex-presidente Lula que almoçavam no local foram hostilizados por um grupo de jovens, na esquina da Avenida Paulista com a Alameda Casa Branca.

Os agressores tentaram intimidar dois fotógrafos que registraram o princípio de confusão. "Se você publicar essa foto eu vou atrás de você", disse um deles. Em seguida os jovens foram embora.

Apesar do incidente, o tenente-coronel Henrique Motta, que comandou a Polícia Militar nos atos do Movimento Passe Livre (MPL) em janeiro deste ano, garantiu a segurança da manifestação.

"Está dentro da mais absoluta tranquilidade. Eles vão ficar parados e espero que tudo termine bem", disse.

Por volta das 17h15, houve um princípio de tumulto entre apoiadores de governo e oposição. A Polícia Militar (PM) usou spray de pimenta para separá-los. Um grupo de 15 pessoas favoráveis ao impeachment concentravam-se próximos à Fiesp, de acordo com a BandNews.

Futebol e política

Organizadores do ato informaram que a Gaviões da Fiel confirmou presença na manifestação. O alvo da torcida organizada é o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), suspeito de envolvimento com a máfia das merendas.

Mais cedo

Os manifestantes pró-Dilma iniciaram a concentração por volta das 10 horas, cerca de uma hora depois da tropa de choque da PM dispersar manifestantes que pedem o impeachment da presidente.

Às 9 horas, a polícia usou jatos d'água e bombas de efeito moral para dispersar manifestantes contrários ao governo Dilma Rousseff, que acampavam e interditavam a Avenida Paulista desde a noite de quarta-feira.

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(Com informações de Estadão Conteúdo e agências).

A Paulista tá animada

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