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16/03/2016 11:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Explosão deixa dezenas de mortos em mesquita na Nigéria

- via Getty Images
Women, part of the group of 128 detainees released by the Nigerian army, sit in Maiduguri, Borno State, northeastern Nigeria, on September 9, 2015. Nigeria's army said today it had released 128 detainees held on suspicion of being Boko Haram militants, two months after nearly 200 others were freed after security screening. Human rights groups have repeatedly accused the military of arbitrary detention of civilians in the country's northeast, which has been wracked by Islamist violence in the last six years. AFP PHOTO / STRINGER (Photo credit should read -/AFP/Getty Images)

Pelo menos 21 pessoas foram mortas e 32 ficaram feridas nesta quarta-feira em um ataque suicida com bomba em uma mesquita na cidade nigeriana de Maiduguri.

Segundo a Agência Lusa, duas mulheres se explodiram durante a oração da manhã.

Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque que tem as marcas do grupo militante islâmicoBoko Haram. O ataque suicida ocorreu na periferia de Molai, um alvo frequente dos rebeldes do grupo.

Uma fonte da Agência de Gestão de Emergências do estado de Borno, que não quis se identificar por não estar autorizada a falar com a imprensa, contou que durante a manhã, antes da oração, duas mulheres disfarçadas de homens chegaram à mesquita.

"A primeira entrou e ficou na primeira fila. Quando os fiéis se levantaram, acionou os explosivos, matando várias pessoas. Quando os sobreviventes tentavam a fugir, a segunda mulher que estava no exterior da mesquita detonou os explosivos que transportava", disse.

Sobreviventes do ataque e provas encontradas pelas equipes de socorro identificaram os autores como mulheres.

O ataque suicida é idêntico a outros feitos pelos integrantes do Boko Haram, que visam regularmente alvos civis, como mesquitas, mercados e pontos de ônibus, recorrendo muitas vezes a mulheres-bomba.

Maiduguri, onde o grupo foi formado em 2002, não registrou ataques nos últimos meses, após fortes medidas de segurança e de uma operação contra os militantes no ano passado.

O governo da Nigéria afirmou que os rebeldes, cujos ataques causaram pelo menos 17 mil mortes desde 2009, foram "tecnicamente derrotados", apesar dos contínuos atentados no estado de Borno e no vizinho Camarões.

Em 31 de janeiro, pelo menos 85 pessoas morreram num ataque de rebeldes contra a aldeia de Dalori, a cerca de 12 quilômetros de Maiduguri.