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14/03/2016 16:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Para governo, culpa das manifestações é da crise econômica

Montagem/Agência Brasil

O governo responsabilizou o mal desempenho da economia pelo tamanho dos protestos no domingo. No primeiro pronunciamento de um integrantes do primeiro escalão do governo, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, reconheceu dificuldades, mas enfatizou que elas estão principalmente na economia e o que humor das ruas está ligado a este fator.

“As pessoas estão indo para as ruas por quê? Tudo contribui, mas o carro-chefe é a vida das pessoas, ou seja, leia-se 'economia'. Se tudo tiver uma maravilha, o cidadão não está nem olhando”, disse, segundo o G1.

Para ele, a economia e oimpeachment são as únicas agendas da oposição e que tirar a presidente do comando do País "não é remédio nem para crise econômica nem impopularidade”.

Apesar das críticas, o ministro reconheceu o vigor dos protestos, garantiu que a agenda do governo não muda e destacou o fato de as manifestações terem sido "patrocinadas".

"Há o reconhecimento de que a manifestação foi vigorosa, e há o reconhecimento que, das últimas, foi a mais produzida, com envolvimento de federações e empresas", afirmou, destacando que isso "não tira o valor" dos protestos.

Diretas já

O ministro rechaçou ainda a comparação das manifestações de ontem com os protestos que pediam as Diretas Já e disse que essa análise "é absolutamente indevida" e que era outro momento. "Nas diretas ninguém patrocinou", disse. "São naturezas diferentes, numericamente não sei, mas do ponto de vista motivacional é totalmente diferente."

Mlhões de brasileiros foram às ruas no domingo (13), em pelo menos 239 cidades nas cinco regiões, pedir a saída da presidente Dilma.

Wagner salientou que os protestos mostraram a negação da política, até porque "os parlamentares da oposição não tiveram beneplácito". "Quem achou que ia faturar, não faturou", afirmou.

Ele falou com jornalistas após a primeira reunião da presidente Dilma Rousseff com os ministros depois das manifestações. O governo esperava o movimento das ruas para definir uma estratégia de como lidar com o processo de impeachment.

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