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13/03/2016 09:04 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Protestos deste domingo serão termômetro para futuro do governo Dilma

Lula Marques/ Agência PT

Cada brasileiro que sair às ruas neste domingo (13) estará na mira tanto do governo quanto da oposição. Os dois grupos estão de olho no tamanho das manifestações para programarem os próximos passos.

Integrantes de movimentos como o Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados Online acreditam que esta contrariará a tendência de baixa que repetiu nos últimos eventos e será a maior manifestação já vista.

O otimismo, segundo Vinicius Carvalho, administrador do Revoltados On Line, é resultado da movimentação do próprio Partido dos Trabalhadores.

Ele elenca o envolvimento de Lula na Operação Lava Jato, o pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente, o fato de a presidente ter se convidado o petista para ser ministro, a delação do Delcídio do Amaral e a situação econômica. "São coisas que indignaram a população", disse ao HuffPost Brasil.

Governo X Oposição

A expectativa dos que querem a presidente Dilma Rousseff longe da cadeira de presidente é que a multidão ajuda a criar um ambiente político favorável para a tramitação do processo de impeachment.

Do lado do governo, o lema é “cautela”. Um dos discursos dominantes é o de que a marcha não é legítima.

Ao HuffPost Brasil, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) comparou o protesto previsto para domingo com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, de 1964, que precedeu o golpe militar.

“Essa marcha não é democrática. É golpista. Vamos aguardar o que vai acontecer. O PT e os movimentos sociais vão fazer a sua manifestação no dia 18. Não tem o que fazer agora, vamos aguardar”, reforçou.

Além da espera, petistas que haviam incitado a militância a ir às ruas no mesmo dia trabalham para desmobilizar o ato. Com o acirramento das crise entre os dois grupos, o prognóstico de violência cresceu e o discurso passou a ser o de tolerância.

A própria presidente tem repetido o mantra de que o Brasil é um País pacífico e deve prezar por isso. Nos corredores do Congresso, entretanto, petistas assumem que, a depender da provocação, fica difícil controlar o governistas.

Em São Paulo, os organizadores do protesto vão usar drones para identificar aqueles que incitarem a violência. A estratégia é não se envolver e encaminhar as imagens para a polícia.

Para a oposição e principalmente os partidos que estão em cima do muro, o protesto será o termômetro para pisar no acelerador ou no freio com relação ao discurso sobre o impedimento de Dilma.

Coordenador do Comitê Pró-Impeachment, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) é um dos que defende a tese de que, para ter impeachment, é preciso respaldo popular para pressionar Congresso.

“Só muda com o povo na rua porque nossa única saída para essa crise é impeachment”, diz categoricamente.

Para ele, a base legal são as pedaladas fiscais que, na sua avaliação, podem ser enquadrada como crime de responsabilidade fiscal.

Protagonistas

A maioria dos oposicionistas trabalha junto com os manifestantes, mas não deverá se tornar protagonista dos atos. A ideia é mostrar que é a população que clama pela saída da presidente.

Estrelas da Bancada Evangélica, porém, decidiram agir de outra forma. Deputados como Sostenes Cavalcante (PSD-RJ), Marco Feliciano (PSC-SP) e outros ícones como Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Silas Malafaia desfilarão em um trio elétrico em Brasília, onde se pronunciarão.

Além de Brasília, políticos também estarão em peso em São Paulo. O argumento é de que a cidade é reúne gente de todo País e tem tido as maiores mobilizações.

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