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09/03/2016 14:13 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Randolfe Rodrigues sugere que Dilma Rousseff decida continuidade do governo em referendo popular (VÍDEO)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse acreditar que a melhor saída para a crise política que o País enfrenta é uma consulta popular sobre a continuidade do mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele sugeriu que a própria Dilma tome a iniciativa de acionar o mecanismo.

"Estamos diante de um impasse institucional, político e econômico. O ideal seria remeter isso para o sufrágio popular. Convoque-se um referendo revogatório para os próximos meses, e o povo decide na urna a continuidade ou não do governo. Estou convicto que seria essa a melhor solução", defendeu.

Randolfe explicou que um processo de impeachment de Dilma, independente do resultado, significaria uma “briga de rua” no País. Além disso, o senador questionou o fato de que o processo seria conduzido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é réu na Operação Lava-Jato. Dessa forma, para Randolfe, a consulta popular seria uma via mais benéfica.

O instrumento do referendo revogatório, ou recall de mandato, não existe na legislação brasileira, mas o senador anunciou a intenção de apresentar uma proposição criando-o.

Delcídio

Randolfe também comentou a suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), publicada na semana passada pela revista IstoÉ. Para ele, foi positivo que as declarações de Delcídio tenham vindo a público antes do processo de cassação que o petista deverá enfrentar no Conselho de Ética.

"Estaríamos submetidos a uma fraude. Faríamos o julgamento do senador Delcídio sem os elementos da delação, que são fundamentais para o que vamos proferir aqui", avaliou.

Nesta semana, o senador da Rede entrou com um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Conselho de Ética tenha acesso ao conteúdo integral da delação de Delcídio.

"A resposta à presente solicitação de compartilhamento de informações subsidiará não apenas a função fiscalizadora deste Parlamento como, especificamente, ajudará na formação do juízo de culpabilidade do representado relativamente aos ilícitos que lhe são imputados no bojo da representação que mobiliza, in casu, a apreciação deste Conselho de Ética".

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