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01/03/2016 09:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Imposto de Renda 2016: Veja o passo a passo para preencher a declaração

Divulgação

Chegou a hora de acertar as contas com o leão. A partir de hoje (1), mais de 27,8 milhões de contribuintes terão de entregar a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) à Receita Federal.

Mas, não é preciso se desesperar por isso. O HuffPost Brasil elaborou algumas dicas que vão lhe ajudar a preencher a declaração e evitar cair na malha fina. Veja:

Como declarar

O contribuinte deverá baixar e preencher o programa do DIRPF 2015 no site da Receita Federal. Após o download, você poderá enviar a declaração completa ou simplificada.

Segundo o Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, a melhor opção dependerá da comparação entre o desconto simplificado que substitui as deduções legais e corresponde a 20% do total dos rendimentos tributáveis.

Após o preenchimento da declaração com as informações, verifique no Menu "Opção pela Tributação" qual a melhor forma para apresentação.

“As novidades principais para 2016 é que para relacionar dependentes ou alimentando acima de 14 anos, esses deverão possuir CPF", disse Domingos. "Além disso os profissionais liberais [como médicos, dentistas, advogados, dentre outros] que estão obrigados a escriturar o livro caixa, deverão informar o CPF de seus clientes”, lembra.

Fora isso, também ocorreram alterações em alguns valores que obrigam o trabalhador declarar. Neste ano, terá de entregar o documento quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.123,91 em 2015. Também terá de declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000.

Terão de declarar ainda os contribuintes que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizaram operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros, entre outras.

Deverão acertar as contas com a Receita aqueles que tiverem posse ou propriedade, em 31 de dezembro de 2015, de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil. Este é o mesmo valor que constava no IR 2015, relativo ao ano-base 2014.

Se o contribuinte entregar depois do prazo ou se não declarar, caso seja obrigado, poderá ter de pagar multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido nela calculado, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74.

Uma dica para agilizar a declaração e não errar no preenchimento é resgatar a declaração do ano anterior. O programa da Receita permite importar os dados do documento preenchido em 2015. O arquivo da declaração do ano anterior e o recibo de entrega devem ser salvos no computador para facilitar o processo.

Veja se você está com todos os comprovantes de despesas e, se mudou de emprego no ano passado e recebeu algum prêmio ou outro pagamento não convencional, não esqueça de resgatar documentos que comprovem tais rendas extras recebidas.

Dentre as despesas que podem ser restituídas estão:

  • Contribuições para a Previdência Social da União, dos estados e dos municípios;
  • Despesas médicas ou de hospitalização (pagamentos efetuados a médicos de qualquer especialidade, de dentistas a serviços radiológicos);
  • Previdência Privada [PGBL] cujo limite será de 12% do total dos rendimentos tributáveis no ano;
  • Pensão alimentícia, quando em cumprimento de decisão judicial, acordo homologado judicialmente ou por escritura pública;
  • Despesas escrituradas em livro caixa, quando permitidas;
  • Dependentes (valor anual por indicado: R 2.275,08, em 2015)
  • Soma das parcelas isentas vigentes entre janeiro a março de 2015 de R 1.787,77 e abril a dezembro de 2015 de R 1,903,98 no ano-calendário de 2015, relativas à aposentadoria, pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagas pela previdência oficial, ou privada, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 anos, totalizando R 24.403,13;
  • Despesas pagas com instrução (educação) do contribuinte, até o limite anual individual de R 3.561,50;
  • Despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas pernas e braços mecânicos, entre outros;
  • Seguro saúde e planos de assistências médicas e odontológicas;
  • Dedução da contribuição patronal de empregados domésticos, limitada a um empregado doméstico por declaração.

E aí, tudo pronto para fazer a sua declaração? Boa sorte!

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