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29/02/2016 16:37 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Argumento de Cunha na maioridade penal pode ser usado contra ele: ‘Clamor da sociedade'

JOEL RODRIGUES/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

Pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (29), mostra que aumentou a rejeição ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O percentual dos que apoiam a renúncia dele saltou de 65% para 76%. Apenas 12% são contra a saída dele da presidência da Casa.

O aumento no índice joga contra Cunha um argumento que ele usava ao defender a redução da maioridade penal: o ‘clamor da sociedade’.

Na época em que a matéria estava prestes a ser pautada, Cunha enfatizava que o importante era atender os anseios dos brasileiros.

"O mais importante é a gente não se furtar de debater um tema que tem um clamor da sociedade. A sociedade está clamando por isso”, justificou ao G1, em abril do ano passado.

Em entrevista coletiva, Cunha rebateu as críticas e disse que não precisa ter popularidade.

"Há um número alto na pesquisa Datafolha que também gostaria que a presidente saísse. Eu não fui eleito pela população brasileira. Fui eleito por um segmento no meu estado. Se for nesse sentido, vamos procurar então a saída da presidente. Não preciso recuperar minha popularidade. Diferente da presidente da República que foi eleita pela maioria absoluta da população brasileira, fui eleito por um segmento no meu estado. Não tenho que buscar popularidade. Tenho que buscar exercer meu papel com correção. Não preciso ter popularidade, fui eleito e tenho meu mandato."

Antipatia

Em entrevista à Folha, o diretor de pesquisas do Datafolha, Alessandro Janoni, relacionou o apoio ao parlamentar aos que viam nele uma esperança em derrubar a presidente Dilma Rousseff e essa imagem foi se deteriorando.

"Nem a Dilma conseguiu a proeza de angariar tamanha antipatia. Mesmo no pior momento dela, 66% dos eleitores eram a favor do impeachment; o número dos que querem Cunha fora é maior”, disse à Folha.

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