ENTRETENIMENTO
27/02/2016 14:56 -03 | Atualizado 27/02/2019 15:25 -03

9 filmes com romances lésbicos para assistir depois de 'Carol'

O único representante da letra L da siglaLGBT nos indicados ao Oscar 2016 é o querido Carol e sua maravilhosa história de amor entre as personagens de Cate Blanchett e Rooney Mara. Por suas performances cativantes, elas foram indicadas nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante, respectivamente.

Ainda são poucos, no entanto, os filmes em que as lésbicas estão representadas.

Por isso, resgatamos 10 filmes com histórias de romance, luta e resistência lésbica. Dê uma olhada na nossa lista e escolha alguns para assistir (ou rever) ;)

Atenção: a lista contém alguns SPOILERS dos filmes, mas nada que quebre a magia de assistí-los.

1. Carol (2015)

Carol conta a história de amor entre a jovem Therese Belivet (Rooney Mara) e Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher mais velha com um olhar hipnotizante.

A narrativa se passa na década de 50 nos Estados Unidos e mostra o desenrolar dos conflitos internos e externos de um amor lésbico reprimido pela sociedade.

Delicado e de uma sensibilidade ímpar, o filme é cheio de paralelos entre a lesbofobia vivida por mulheres na década de 50 e na atualidade (infelizmente).

- Que garota estranha você é

- Por quê?

- Parece que foi tirado do céu

❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

2. Azul é a Cor Mais Quente (2013)

Falou em filme lésbico, alguém começa a cantarolar "i i follow, i follow you..." ♫ ♬

O premiado Azul é a Cor mais Quente conta a história de Adele, garota que se apaixona intensamente por uma menina de cabelos azuis, Emma.

Elas vivem uma relação de paixão intensa e controversa que coincide com a descoberta sexual de Adele. A narrativa também entrelaça as diferenças de classe entre as personagens, que causam tensões e desconfortos silenciosos entre elas.

Sua espiral de negação, medos, inseguranças e tesão é um espelho para a memória de muitas garotas lésbicas.

Um obra-prima do cinema com uma história fortíssima de amor e autoconhecimento.

Pra quem ainda não viu, prepare o coração!

3. As Horas (2003)

As Horas conta a história de três mulheres de épocas diferentes. As narrativas delas são costuradas pelo livro Mrs Dalloway, de Virginia Woolf.

Nicole Kidman vive a própria Virgínia Woolf em uma narrativa situada no ano de 1923. Julianne Moore interpreta Laura Brown, uma dona de casa que vive em 1949.

E em 2003, ano de lançamento do filme, vive Clarissa Vaugh (Meryl Streep), uma editora de livros lésbica que vive conflitos de relacionamento com a sua companheira e com um amigo que está morrendo de aids.

O filme recebeu 8 indicações ao Oscar em 2003 e levou a estatueta de melhor atriz, pela interpretação de Nicole Kidman.

4. Minhas Mães e Meu Pai (2010)

É um filme que aborda uma questão que muitas vezes passa pela cabeça de casais lésbicos que querem ter filhos por inseminação artificial:

"E se quando nossos filhos crescerem quiserem ir atrás do pai biológico?"

Minhas Mães e Meu Pai conta a história de um casal de mães lésbicas, Jules (Juliane Moore) e Nic (Annete Bening), que tem dois filhos adolescentes, Joni (Mia Wasikowaska) e Laser (Josh Hutcherson), concebidos por inseminação artificial de um doador anônimo.

O drama começa quando a filha mais velha completa 18 anos e decide ir atrás do pai biológico (interpretado por Mark Ruffalo) por conta própria, sem contar às mães.

O filme vale para quebrar aquela ideia de que duas mulheres não podem ter filhos juntas.

Foi indicado a quatro categorias no Oscar em 2010 e ganhou dois Globos de Ouro, por Melhor Comédia e Melhor Atriz para Annette Bening.

5. Imagine Eu e Você (2005)

Sabe aquele romancinho água com açúcar do qual vez ou outra todo mundo sente falta de ver pra aquecer o coração?

Pois então, Imagine Eu e Você é tipo o Um Lugar Chamado Notting Hill das lésbicas.

Diferentemente da maioria dos filmes lésbicos, tensos e cheios de dramas, Imagine Eu e Você deixa o espectador com um sorriso singelo no rosto.

O filme conta a história de Rachel (Piper Perabo), noiva que, no dia de seu casamento com Heck (Mattew Goode), conhece a florista Luce (Lena Headey). Elas têm um "encontro de almas", começam uma amizade e o resto já dá para prever.

As duas começam a passar bastante tempo juntas e rolam aqueles sentimentos de "o que está acontecendo aqui, socorro", que toda lésbica já sentiu.

Uma história de amor fofinha e despretensiosa entre duas mulheres.

6. Assunto de Meninas (2003)

Mais um filme lésbico com Piper Perabo. Amamos!

Assunto de Meninas conta a história de Mary Bradford (Mischa Barton), garota enviada pelo pai a um colégio interno feminino três anos após a perda da mãe -- cujas feridas ainda não sararam.

No colégio, ela conhece Paulie Oster (Piper Perabo) e Tory Moller (Jessica Paré), com quem divide o quarto e, por isso, acaba por descobrir que são um casal.

As três se tornam grandes amigas e confidentes, já que as meninas precisam fingir que são apenas amigas para evitar sofrer preconceitos.

Diante da lesbofobia da família, Tory se força a ter uma relação heterossexual. Paulie não se conforma, e Mary faz de tudo para evitar uma possível tragédia...

7. Amor por Direito (2016)

Um filmaço que envolve a necessidade de se resguardar legalmente as relações entre pessoas do mesmo sexo.

Laurel Hester (Julianne Moore) é uma policial de New Jersey que namora a mecânica Stacie Andree (Ellen Page).

O drama da narrativa se inicia quando Laurel é diagnosticada com uma doença terminal e quer que Stacie receba os benefícios da pensão da polícia após sua morte.

As autoridades norte-americanas se recusam a reconhecer o relacionamento das duas Assim, elas têm de lutar pelo que lhes é de direito.

Amor por Direito foi baseado em uma história real contada no documentário curta-metragem Freeheld, que ganhou o Oscar em 2008. O filme ainda não foi lançado no Brasil, com previsão para o final de abril. Então fiquem atentos! ;)

Como vocês podem ter notado até agora, Julianne Moore está em todas, cof cof

8. Flores Raras (2013)

Eba! Finalmente uma produção brasileira ❤

Apesar de não ter sido muito bem recebido pela crítica, Flores Raras tem o mérito de ser um dos poucos que tratam de romances lésbicos no cinema brasileiro.

O filme conta a história de amor tensa e triste para caramba entre a poetisa Elizabeth Bishop (Miranda Otto) e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares (Glória Pires). Enquanto a primeira é tímida e insegura, a segunda tem personalidade forte.

A narrativa mostra o caminho percorrido por Bishop até o Rio de Janeiro em 1961, na busca por motivação para sua escrita. Ela se hospeda na casa de uma amiga de faculdade, que é a atual companheira da arquiteta. Daí vocês já perceberam que vai rolar aqueeeele drama lésbico, né?

No começo, Lota e Elizabeth não se dão muito bem. Conforme o tempo passa e se intensifica o convívio entre ambas, elas se apaixonam loucamente. E tudo se enrosca.

Vale a pena assistir quando você estiver emocionalmente bem. #FicaADica

9. O Uivo da Gaita (2013)

O Uivo da Gaita é um filme brasileiro experimental, com poucos diálogos.

A narrativa, composta de planos fixos e movimentados, conta a história de Antônia (Mariana Ximenes), que é casada com Pedro (Jiddu Pinheiro), mas vê sua relação balançada e seu coração tomado por uma paixão dilacerante quando conhece Luana (Leandra Leal).

As cenas fazem que o espectador compartilhe das sensações que as personagens estão sentindo, e o romance entre Antônia e Luana é tratado com muita sensibilidade.

Tem apenas 70 minuto. Então, se você gosta de filmes de arte, tire um tempinho para ver essa construção cinematográfica que explora movimentos corporais, danças e expressões para passar sua mensagem.

10. Desejo Proibido (2000)

Pra encerrar a lista, nada mais nada menos que um filme com: Sharon Stone, Ellen Degeneres, Michelle Williams, Vanessa Redgrave e Natasha Lyonne (sim, a Nicky de Orange is The New Black). POIS É! Praticamente um Mercenários lésbico!

Desejo Proibido conta três histórias de amor entre mulheres que se passam na mesma casa, porém em épocas diferentes -- 1961, 1976 e 2000.

As histórias são cheias de lutas, conquistas e dor: mostram mulheres se descobrindo sexualmente e sentindo o impacto disso em suas vidas.

Em 1961, a história é de Edith (Vanessa Redgrave), que perde sua companheira Abby (Marian Seldes), depois de viverem juntas por 50 anos.

Edith tem que enfrentar essa dor de maneira silenciosa e ainda não ser considerada "da família", tanto pelo hospital como pelos herdeiros de sua companheira.

Em 1972, Linda (Michelle Williams) vive uma feminista que é expulsa, com outras três amigas, de um grupo de mulheres de sua faculdade pelo fato de serem lésbicas.

Para beber as mágoas elas vão até um bar lésbico da cidade onde Linda conhece Amy (Chloë Sevigny). Sim, elas se apaixonam. Mas as amigas de Linda não aprovam a relação (por puro preconceito de Amy não ser feminina), e elas têm que superar isso juntas.

Já em 2000, o drama é sobre Fran (Sharon Stone) e Kall (Ellen DeGeneres), um casal de lésbicas que quer muito gerar um filho e vai em busca de um doador para isso, o que se torna uma grande maratona em suas vidas.

Vejam, vejam, vejam! Um clássico! ❤❤❤❤

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