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24/02/2016 09:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

E agora, Evo? Bolívia decide que presidente não pode se candidatar outra vez

AIZAR RALDES via Getty Images
Bolivian President Evo Morales answers questions from the press at Quemado palace in La Paz on February 22, 2016, a day after Bolivians rejected his bid to seek a fourth term and potentially extend his presidency until 2025, according to local media. Early returns Monday indicated Bolivian President Evo Morales was facing defeat in a referendum on seeking a fourth term in power, but he sat tight pending results from his rural strongholds. Morales, Bolivia's first indigenous head of state, promised to respect the official results of Sunday's vote on whether he can run for re-election to extend his time in office to 19 years. AFP PHOTO/Aizar Raldes / AFP / AIZAR RALDES (Photo credit should read AIZAR RALDES/AFP/Getty Images)

O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia (TSE) confirmou nesta quarta-feira (24) a vitória do não no referendo constitucional realizado no domingo (21), que impede o presidente Evo Morales de voltar a ser candidato nas eleições de 2019.

O não recebeu 51,31% e o sim, 48,69%, depois de apurados 99,49% dos votos, afirmou a presidenta do TSE da Bolívia, Katia Uriona, em relatório divulgado na noite de terça-feira (23).

Num país em que o voto é obrigatório, 6,5 milhões de bolivianos, mais 300 mil no exterior, foram chamados às urnas no domingo para autorizar o presidente a disputar um quarto mandato, o que lhe permitiria ficar no poder até 2025.

Evo Morales,que se tornou o primeiro presidente indígena da Bolívia e está no poder desde 2006, tinha previsto que o sim venceria com 70%.

Mesmo ainda contando com o apoio sólido dos que creditam a ele ter reduzido acentuadamente a pobreza no país, o mandatário acabou pagando o preço das acusações de corrupção e de favorecimento que assombraram seu partido socialista, e também pelo temor de que a manobra fosse anti-democrática.

O desfecho parecia provável desde as primeiras pesquisas de boca de urna de domingo, mas Morales e seu governo insistiam que ele ainda podia mudar depois que os votos das áreas rurais e do exterior fossem levados em conta.

(Com informações das agências de notícias)

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