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22/02/2016 18:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Efeito de prisão de marqueteiro pode ser devastador para Dilma, teme Palácio do Planalto

Lula Marques/Agência PT

A 23ª fase da Operação Lava Jatovoltou a colocar o Palácio do Planalto no centro da investigação. Aliados da presidente dizem que o efeito da prisão do marqueteiro João Santana pode ser devastador para a presidente Dilma Rousseff. Segundo a força-tarefa da operação, João Santana recebeu dinheiro de propina em contas na Suíça.

Há dois grandes temores, o primeiro é que os autos do inquérito sejam apensados na ação que questiona a chapa da presidente e do vice Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral.

A segunda preocupação é o desgaste que a ramificação da investigação pode alcançar. Entre os citados pelos petistas estão o tesoureiro da campanha de 2014 e atual ministro da Secretaria de Comunicação, sediada no Planalto, Edinho Silva. Como ele tinha bom relacionamento com o marqueteiro e mexia com o dinheiro da campanha, a avaliação é que ele sabia dos repasses.

Além do ministro, a ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que também ficava no Planalto, também foi mencionada. Embora na coletiva da força-tarefa da Lava Jato tenham dito que a campanha dela de 2008, na qual Santana foi marqueteiro, não estava sendo investigada, ela foi citada por dois delatores, que afirmam ter repassado R$ 1 milhão para a campanha dela em 2010.

Para o senador Álvaro Dias (PV-PR), a deflagração da operação é de “maior importância porque dá a ação no TSE mais elementos para sua sustentação”.

“É inevitável que os novos elementos sejam apensados aos autos para dar celeridade a cassação do mandato da presidente Dilma. As denúncias são muito graves, envolvem o PT e expõe o mesmo modus operandi do mensalão. É uma repetição daquele episódio, os atores envolvidos são diferentes, mas o modus operandi é semelhante."

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