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19/02/2016 10:06 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Taxa de desemprego fica em 9,0% no trimestre até novembro, revela IBGE

Gary Waters via Getty Images
Business people standing in interview queue

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 9,0% no trimestre até novembro de 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado manteve o desemprego no maior patamar registrado pela série histórica da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012. A população desocupada chegou a 9,1 milhões de pessoas em novembro de 2015, 3,7% a mais do que em agosto e 41,5% a mais do que em novembro do ano anterior.

Em igual período de 2014, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua havia ficado em 6,5%. No trimestre encerrado em outubro de 2015, a taxa também estava em 9,0%.

Já a população ocupada (92,2 milhões) ficou estável ante agosto e caiu 0,6% em relação a novembro de 2014.

Renda média

A renda média real do trabalhador foi de R$ 1.899 no trimestre até novembro de 2015. O resultado representa queda de 1,3% em relação ao mesmo período de 2014.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 169,9 bilhões no trimestre até novembro de 2015, resultado considerado estatisticamente estável pelo IBGE na comparação com igual período do ano anterior.

Metodologia

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas e será encerrada em fevereiro de 2016, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

A PME do IBGE já havia mostrado a fragilidade do mercado de trabalho brasileiro, com a taxa de desemprego terminando dezembro a 6,9% e a taxa média de 2015 a 6,8%, nível mais alto desde 2009.

A recessão vai se prolongar para 2016 e tende a continuar afetando os trabalhadores, segundo expectativas de especialistas.

Segundo pesquisa Focus do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, o Produto Interno Bruto (PIB) deve encolher 3,3 por cento neste ano, com a inflação medida pelo IPCA chegando a 7,61 por cento.

(Com informações da Estadão Conteúdo, Agência Brasil e Reuters)

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