LGBT
18/02/2016 10:03 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Agredida, transexual é tratada como homem e tem nome social ignorado pela polícia em SP

Montagem/Reprodução Facebook

A Secretaria de Segurança Pública vai apurar por que o nome social da transexual Melissa Hudson não foi registrado no 78º DP (Jardins), quando ela foi registrar um caso em que foi vítima de roubo e agressão.

Na madrugada de domingo (15), ela estava acompanhada por algumas amigas quando foi atingida por uma garrafa na cabeça, na Rua Augusta, no centro. Em seguida, foi derrubada no chão, levou socos e chutes, e teve o celular roubado. Por causa das agressões, ela teve pontos rompidos de uma cirurgia na face que fez em dezembro.

Ela foi ao 78º DP na segunda-feira para fazer o boletim de ocorrência. Melissa foi tratada como homem e em nenhum momento foi cogitada a possibilidade de as agressões terem ocorrido por causa da identidade de gênero da vítima. Durante o espancamento, os agressores gritaram "traveco nojento", segundo ela.

Em novembro, o governador Geraldo Alckmin anunciou que os registros policiais passariam a ter espaços para preenchimento do nome social e de motivo presumido de discriminação e violência motivada por orientação sexual ou identidade de gênero.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública não respondeu aos questionamentos até as 20h30 desta quarta-feira (17). Ao jornal Extra, a pasta informou que o equívoco será apurado.

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