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17/02/2016 20:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Governo derrota Cunha e consegue manter Picciani na liderança do PMDB

Montagem/Agência Brasil/Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teve sua primeira derrota neste ano. Com muita negociação e ajuda do governo, o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), aliado da presidente Dilma Rousseff, foi reconduzido ao cargo de líder do PMDB.

Picciani foi reeleito com 37 votos, o adversárioHugo Motta (PMDB-PB), que, por indicação de Cunha, presidiu a CPI da Petrobras ano passado, conseguiu o apoio de 30 correligionários.

Nos últimos dias, Cunha intensificou a articulação em prol de Motta e o governo por Picciani. Entre os que defendem o presidente da Casa, o principal comentário era o de que a “caneta do Planalto estava quase sem tinta, mas ainda assim foi muito usada”.

Para aliados da presidente, a manutenção de Picciani no cargo representa a perda de força de Cunha dentro da bancada e murcha o clamor pelo impeachment. Isto porque o líder é o responsável por indicar os membros que integrarão a comissão especial que analisará a admissibilidade do impedimento da petista.

Os governistas também esperam que diminua a resistência aos projetos do ajuste fiscal.

Depois que o resultado das urnas foi anunciado, Picciani negou interferência do governo e disse que trabalhará para reunificar a bancada.

Cunha, porém, negou o sentimento de derrota, mas disse que a perspectiva de reunificação da bancada vai depender de como o líder vai conduzir o grupo.

Apesar dos rumores de que haverá uma debandada de peemedebistas insatisfeitos, Cunha negou que deixará o partido. A partir de quinta-feira (18) está aberta a janela de 30 dias para que parlamentares mudem de legenda.

“Estou muito bem no partido e defendo a continuidade do debate interno.”

Esforço concentrado

Entre os reforços para reconduzir Picciani, estava o ministro da Saúde, Marcelo Castro. Em meio a crise na saúde, por causa da epidemia do zika vírus, o ministro pediu exoneração do cargo por um dia para assumir o mandato na Câmara e apoiar o atual líder.

Manifestantes, incluindo mulheres grávidas, se indignaram com a atitude do ministro e protestaram.

Embora negue qualquer retaliação, Cunha disse que colocará em votação o requerimento que pede a convocação do Castro para dar explicação à Câmara sobre o posicionamento da pasta diante a epidemia do zika vírus.

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