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16/02/2016 23:18 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Crise! Cerco à Máfia das Merendas desestabiliza governo Alckmin

Montagem/Marco Antonio Cardelino/ALESP e PSDB-SP

A autorização da Justiça de quebrar os sigilos bancário e fiscal do sigilo bancário e fiscal do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Capez(PSDB), e de dois ex-assessores do governo Alckmin colocou o Palácio dos Bandeirantes no centro das investigações do esquema de corrupção chamado de Máfia das Merendas.

Os assessores do governo tucano, Luiz Roberto dos Santos, o 'Moita', ex-Casa Civil, e Fernando Padula, ex-Secretaria da Educação, citados na Operação Alba Branca, que investiga a máfia das merendas pressionou o governador Geraldo Alckmin a se pronunciar. O tucano fez uma forte defesa das investigações.

"Quem tiver qualquer atitude errada, punição exemplar, independente do partido político. Quem não tiver nenhum problema, sua absolvição. Acho que é isso que a sociedade quer, que haja justiça”, disse em coletiva de imprensa, exibida pelo Jornal Nacional.

No total, a quebra de sigilo atinge 12 investigados. O esquema atinge mais de 150 municípios e também mirava na em contratos da Secretaria de Educação do estado.

A Operação Alba Branca desmontou um esquema de corrupção e superfaturamento na venda de produtos agrícolas para merenda de escolas de prefeituras e Estado.

O presidente da Alesp - até então considerado um nome para substituir Alckmin no Palácio dos Bandeirantes em 2018 - nega veementemente as acusações e disse que “vagabundos não vão jogá-lo na lama”.

Entenda o caso

Investigados ligados à cooperativa citaram o presidente da Assembleia como destinatário de comissão sobre valores de contratos com administrações municipais e com o Estado.

O grampo da força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual pegou contatos frequentes do lobista da organização com Luiz Roberto dos Santos, o 'Moita', que era braço direito do chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin, Edson Aparecido - um dia antes de Alba Branca sair às ruas, 'Moita' foi afastado.

A interceptação telefônica pegou 'Moita', quadro do PSDB, operando com a quadrilha da merenda de sua sala no Palácio dos Bandeirantes. O grampo o flagrou orientando o lobista a pedir reequilíbrio financeiro de um contrato com a Educação estadual. 'Moita' teria sido orientado pelo então chefe de gabinete da Pasta, Fernando Padula, também muito ligado ao PSDB.

A investigação mostra que Padula era chamado de "nosso homem" na Educação por integrantes da quadrilha da merenda.

O deputado Capez nega taxativamente ligação com a quadrilha da merenda e afirma que não recebeu propinas do esquema. Ele próprio antecipou-se e abriu para o desembargador Sérgio Rui, na sexta-feira, 12, seus dados bancários e fiscais. O tucano afirma que não conhece o lobista Marcel Ferreira Júlio nem os ex-dirigentes da cooperativa Coaf. O advogado de Capez, criminalista Alberto Zacharias Toron, diz que não há nada que aponte ligação do presidente da Assembleia com o grupo investigado.

Fernando Padula negou, assim que seu nome foi citado, qualquer envolvimento com a Coaf.

Em depoimento à Corregedoria-Geral da Administração, 'Moita' - ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Alckmin - admitiu ter orientado o lobista a pedir reequilíbrio financeiro de um contrato da Educação com a cooperativa das fraudes. Ele disse ter tratado do assunto com Fernando Padula, então chefe de gabinete da Secretaria.

(Com Estadão Conteúdo)

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