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15/02/2016 16:35 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Na contramão de Trump, nova campanha do 'socialista democrata' Bernie Sanders pede o fim da discriminação

Ethan Miller via Getty Images
LAS VEGAS, NV - FEBRUARY 14: Supporters hold a poster during a campaign rally by Democratic presidential candidate Sen. Bernie Sanders (I-VT) at Bonanza High School on February 14, 2016 in Las Vegas, Nevada. Sanders is challenging Hillary Clinton for the Democratic presidential nomination ahead of Nevada's February 20th Democratic caucus. (Photo by Ethan Miller/Getty Images)

"Nosso trabalho não é dividir. Nosso trabalho é unir as pessoas". É com esta frase que o pré-candidato democrata Bernie Sanders inicia sua mais nova campanha.

Senador pelo estado de Vermont, Sanders emergiu como uma das grandes surpresas das primárias que definirão quem serão os candidatos democrata e republicano a disputar a presidência dos Estados Unidos. Com 74 anos, o então candidato "nanico" se mostrou muito mais forte que sua principal rival, Hillary Clinton, poderia imagina.

Ele vem ganhando cada vez mais espaço e voz, sobretudo entre os jovens, por se mostrar um candidato diferente de seus concorrentes. Além de não receber financiamento de empresas, ele clama por mais igualdade em seu país -- discurso totalmente contrário ao de Donald Trump, pré-candidato "falastrão" do partido Republicano, que destila ódio aos homossexuais e prega a expulsão de refugiados dos EUA.

Chamada "Together", a última campanha deixa clara a intenção de Bernie: "a união dos Estados Unidos" e o fim da discriminação por raça, gênero, religião ou orientação sexual. "Nós permaneceremos unidos", diz o pré-candidato, como única voz no filme de um minuto.

"Se nós não permitirmos separações por raças, orientação sexual, por gênero... Se não permitirmos separações de quem nasceu na América ou de quem é imigrante, nós permaneceremos unidos. Brancos, negros, latinos, gays, mulheres e homens. Quando nós permanecemos unidos e demandamos o nosso país trabalhar por todos nós, nós transformaremos a América -- e é este o objetivo desta campanha: fazer as pessoas se unirem."

Autointitulado de "socialista democrata", o senador obteve cerca de 60% dos votos, contra 38,4% da democrata "da gema", em New Hampshire, no último dia 9.

Com esta vitória, Sanders, entrou para a história como o primeiro candidato judeu e assumidamente democrata e socialista a vencer uma etapa das primárias presidenciais de um dos principais partidos americanos.

Sanders tem feito campanha sem contar com os recursos de grandes doadores, como empresas e bancos, diferente de Hillary Clinton. A maior parte dos recursos de sua candidatura têm vindo de pequenas contribuições, de cerca de US$ 27 em média.

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