MULHERES
14/02/2016 13:09 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Polícia Civil conclui que não houve estupro de jovem no Ano Novo e acusado não será indiciado

Tony Winston/Agência Brasília

Após mais de um mês de investigação, a Polícia Civil concluiu que não há elementos para indiciar o segurança acusado de estuprar uma jovem de 24 anos na noite do Ano Novo, durante a festa The Box - Reveião, na Asa Norte, em Brasília. Segundo o site do jornal Correio Braziliense, agora a ação segue para o Ministério Público do Distrito Federal.

No dia seguinte da festa de Réveillon, a estudante de 24 anos denunciou o suposto estupro no Facebook, o que gerou grande repercussão nas redes sociais. No texto, a denunciante afirma que foi abordada pelo segurança, que pediu para que ela saísse da festa.

Ele a teria levado para um canto isolado e a estuprado. "Eu tive medo, não reagi (poderia ter sido pior se reagisse, eu poderia apanhar, poderia demorar mais...), só queria que acabasse logo". O segurança ainda teria chamado um colega de trabalho para participar, mas esse segundo homem teria desistido de estuprá-la.

A versão da estudante foi contestada pelo segurança. Segundo ele, o ato foi consensual: "meu maior erro de ter ficado com ela foi pelo fato de eu ser casado. O ato que cometi foi adultério, e não estupro", disse ao site Metrópoles na época.

Ainda de acordo com o site, dois elementos da investigação levantaram dúvidas sobre o que ocorreu naquela noite de Ano Novo: o laudo pericial produzido pelo Instituto Médico Legal (IML) e o depoimento das testemunhas.

Por nota, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pelas investigações, informou que a "vítima foi submetida a exame de corpo de delito, no qual não foi possível constatar a incapacidade de reação". A delegacia diz ainda que foram ouvidas diversas testemunhas, que disseram ter havido “um prévio envolvimento entre as partes ainda dentro da festa e que ambos saíram da festa de mãos dadas.”

"Não existem elementos conclusivos para o indiciamento. O resultado do laudo pericial não ratifica a versão contada pela vítima. O mesmo caminho é seguido pelas provas testemunhais, que afirmam o fato de a jovem não ter apresentado sinais de embriaguez no decorrer do evento."

Para a Polícia Civil, "diante da ausência de indícios suficientes de materialidade", não houve indiciamento no inquérito. Agora o procedimento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e ao Ministério Público do Distrito Federal, que podem arquivar o caso, solicitar novas diligências ou denunciar o segurança à Justiça.

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