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12/02/2016 10:20 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Potências acertam plano para 'cessar hostilidades' e fornecer ajuda humanitário na Síria

Por John Irish e Warren Strobel MUNIQUE (Reuters) - Grandes potências concordaram nesta sexta-feira com a suspensão das hostilidades na Síria, concebida para ter início em uma semana e proporcionar

Anadolu Agency via Getty Images
ALEPPO, SYRIA - FEBRUARY 10: Syrians, who fled bombing in Aleppo, try to get food at a tent city close to the Bab al-Salam border crossing on Turkish-Syrian border near Azaz town of Aleppo, Syria on February 10, 2016. Russian airstrikes have recently forced some 40,000 people to flee their homes in Syrias northern city of Aleppo. (Photo by Ahmet Caner Baysal/Anadolu Agency/Getty Images)

Grandes potências concordaram nesta sexta-feira com a suspensão das hostilidades na Síria, concebida para ter início em uma semana e proporcionar acesso humanitário rápido a cidades sírias sitiadas, mas não conseguiram acertar um cessar-fogo completo nem o fim dos ataques aéreos russos.

Após uma maratona de reuniões em Munique com o objetivo de ressuscitar as conversas de paz, que fracassaram na semana passada, as potências, entre elas Estados Unidos, Rússia e mais de uma dúzia de outras nações, reafirmaram seu comprometimento com uma transição política quando as condições no território síria melhorarem.

Em uma coletiva de imprensa, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, reconheceu que o encontro na Alemanha resultou em compromissos tão somente no papel.

"O que precisamos ver nos próximos dias são ações locais, no país", disse ele, acrescentando que "sem uma transição política, não é possível obter a paz".

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, declarou na coletiva de imprensa que seu país não irá interromper a ofensiva aérea na Síria, afirmando que a cessação das hostilidades não se aplica ao Estado Islâmico nem à Frente Al-Nusrah, que é filiada à Al Qaeda. Militantes do Estado Islâmico controlam grandes partes da Síria e do Iraque.

"Nossas forças continuarão a atuar contra estas três organizações no espaço aéreo", afirmou. Os EUA e seus aliados europeus argumentam que poucos bombardeios russos visaram estas facções e que a grande maioria atingiu grupos de oposição apoiados pelo Ocidente que almejam derrubar o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Lavrov disse que as conversas de paz deveriam ser retomadas em Genebra o mais cedo possível e que todos os grupos opositores sírios deveriam participar. Ele ainda acrescentou que deter as hostilidades será uma tarefa difícil.

Mas o chanceler britânico, Philip Hammond, afirmou que só será possível pôr fim aos combates se a Rússia interromper seus ataques aéreos em apoio ao avanço de forças governamentais sírias contra a oposição.

Diplomatas alertaram que, até agora, Moscou não demonstrou nenhum interesse em ver Assad substituído e que está forçando uma vitória militar.

"Passo importante"

O acordo entre as grandes potências representa "um passo importante" em direção a uma resolução da crise, disse o ministro de Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, em sua conta Twitter nesta sexta-feira.

As partes envolvidas no conflito devem "abraçar esta oportunidade" que o acordo oferece para suspender os ataques aéreos, terminar com o ataque a civis e oferecer acesso a ajuda humanitária, disse Cavusoglu.

Estados Unidos, Rússia e mais de uma dezena de outras nações chegaram a um acordo em Munique, na sexta-feira, destinado a finalmente abrir caminho para uma transição política na país vizinho à Turquia.

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