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12/02/2016 18:03 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

O motivo de ainda não termos encontrado vida alienígena é bem triste

Os cientistas australianos dizem ter conseguido descobrir o motivo de não termos detectado sinais de vida alienígena. E, para aqueles que sonham um dia conhecer um E.T. na vida real, o motivo é bem deprimente.

Em um estudo publicado na Astrobiology, os pesquisadores levantaram a hipótese de que as formas de vida alienígena possam ter surgido muitas vezes, em lugares diferentes, mas ter sido aniquilada rapidamente quando temperaturas extremas de calor ou frio deixaram os seus planetas inabitáveis.

"A vida no início era frágil, por isso nós acreditamos que raramente esse tipo de vida tenha evoluído o suficientemente rápido para sobreviver", disse Aditya Chopra, astrobióloga da Universidade Nacional Australiana em Canberra e autora principal do estudo, em um comunicado.

Em outras palavras, esses seres sucumbiam, devido a temperaturas extremas, bem antes que tivessem a chance de evoluir mais um nível, acima dos micróbios.

Nem todo mundo está convencido.

"Um Armagedom no início, como o proposto aqui, pode ocorrer em alguns planetas, em algumas ocasiões" disse Seth Shostak, astrônomo sênior no Instituto SETI em Mountain View, na Califórnia, ao The Huffington Post por email. "Entretanto, embora as mudanças possam ter dispersado o bando cósmico, eu não consigo imaginar que elas tenham conseguido inevitavelmente acabar com todo o bando".

Shostak apontou a Terra como um exemplo óbvio de como a vida pode evoluir e persistir por bilhões de anos. "Considere que em 65 milhões de anos os mamíferos passaram de ser pequenos roedores para se tornar quem somos", disse Shostak. "Ou seja, mesmo que a vizinhança se deteriore, a vida tem bastante tempo para se adaptar".

Mas o destino da vizinhança planetária da Terra parece ser consistente com a hipótese. Como Chopra explicou em um email ao The Huffington Post:

Embora pensássemos que Vênus, Marte e a Terra fossem essencialmente idênticos há uns 4 bilhões de anos atrás, Marte e Vênus experimentaram condições de fuga. A Terra não teve o mesmo destino -- plausivelmente por sua interação entre a vida na Terra e o seu ambiente, de tal forma que regular biologicamente a emissão de gases no planeta todo oferecia uma reação negativa combatendo os ciclos de reação geoquímica ou atmosférica positiva.

Charles Lineweaver, professor associado de astronomia da Universidade Nacional Australiana e coautor do estudo, disse ao HuffPost Science, por email, que a vida na Terra é "uma rara exceção ao padrão cósmico, que é de extinção prematura".

Que decepção!

(Tradução: Simone Palma)

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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