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12/02/2016 21:29 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Casos confirmados de microcefalia no Brasil chegam a 462; 41 estão ligados ao zika

ASSOCIATED PRESS
Daniele Ferreira dos Santos feeds her son Juan Pedro, who suffers from microcephaly, as they wait to be examined at the Altino Ventura Foundation, a treatment center that provides free health care, in Recife, Pernambuco state, Brazil, Thursday, Feb. 4, 2016. Brazil is in the midst of a Zika outbreak and authorities say they have also detected a spike in cases of microcephaly in newborn children, but the link between Zika and microcephaly is as yet unproven. (AP Photo/Felipe Dana)

O número de casos confirmados de microcefaliano Brasil aumentou de 404 para 462 nos últimos dez dias, segundo o novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (12). Desse total, a presença do vírus zika foi confirmada em 41 crianças.

Outros 765 casos suspeitos de microcefalia foram descartados após análises mais criteriosas, ou por serem crianças sem a má-formação ou casos não relacionados a infecções por vírus ou bactérias. Todos os números se referem ao período de 22 de outubro de 2015 a 6 de fevereiro deste ano, e incluem "outras alterações do sistema nervoso central", além da microcefalia.

De acordo com o Ministério da Saúde, ainda há outros 3.852 casos suspeitos de microcefalia no país.

Já foram notificados 91 óbitos de bebês com microcefalia, o que inclui morte pós-parto e aborto espontâneo. Desses, 24 foram investigados e confirmados e 8 foram descartados. Outros 59 seguem sendo estudados.

Ao todo, nesse período, 5.079 casos suspeitos de microcefalia foram notificados ao Ministério da Saúde. Pernambuco é o Estado com o maior número de casos confirmados de microcefalia com infecção por zika (33), seguido do Rio Grande do Norte (4) e Paraíba (2). Mesmo nesses casos, não está excluída a possibilidade de a mãe da criança ter tido outras infecções capazes de causar danos ao sistema nervoso do feto. Ou seja: não são casos em que o zika foi identificado como única causa possível da má-formação.

Os únicos Estados em que ainda não há qualquer suspeita são Amapá e Amazonas. A circulação autóctone do zika vírus está em 22 Estados brasileiros.

"Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos Estados e a possível relação com o vírus zika e outras infecções congênitas", diz o boletim. "A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral."

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