ENTRETENIMENTO
12/02/2016 14:30 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Aos 11 anos, MC Soffia sonha em 'libertar adultos e crianças do racismo'

Divulgação

“Se alguém xingar o meu cabelo de duro, vou falar: meu cabelo não é duro, meu cabelo é crespo. Duro é seu preconceito.”

Essas palavras de militância não causam surpresa ao serem declaradas por uma pessoa adulta. Mas se dissermos que elas foram ditas por uma criança de 11 anos?

Pois bem, essa é uma das declarações maduras e bem posicionadas que MC Soffia dá em uma entrevista ao UOL.

Revelação do hip hop em São Paulo, elogiada por artistas como Criolo e Karol Conka, a pequena Soffia Gomes da Rocha Gregório Corrêa canta sobre as alegrias de ser criança, o valor da negritude e aceitação da própria imagem.

“Já falaram do meu cabelo e da minha cor, mas eu não gosto nem de lembrar, porque isso foi passado”, diz.

Sim, apesar da pouca idade, Soffia já sofreu episódios de racismo – que felizmente foram transformados em militância com a ajuda da educação de sua mãe, a produtora de eventos Kamilah Pimentel, e a avó, a pedagoga Lúcia da Rocha.

Na entrevista, Kamilah afirma:

“A primeira coisa que falam para uma criança negra é sobre o cabelo dela. Existe uma pressão muito grande na sociedade que valoriza apenas uma estética, a do cabelo liso, e isso se mexe muito com psicológico das crianças e, principalmente, das mulheres."

Com o objetivo de ajudar outras crianças a serem fortes diante de preconceito e racismo presentes no cotidiano brasileiro, mãe e avó são também as parceiras de composição da pequena MC.

"África, onde tudo começou / África, onde está meu coração / África, com sua beleza e tradição / África, é pra você essa canção!”, diz uma de suas rimas.

No final do vídeo que você assiste abaixo, MC Soffia lista seus desejos:

“Eu quero ser tipo uma Dandara (guerreira negra e esposa de Zumbi dos Palmares) e a Nzinga Mbandi (rainha de Matamba e Angola). Eu quero ser uma das rainhas que ajudaram a libertar as crianças, os adultos e o mundo do racismo.”

"Criada em uma família formada por mulheres negras e militantes, ela aprendeu a ter orgulho da cabeleira "que não é...

Publicado por Assessoria Bianco em Sexta, 12 de fevereiro de 2016

Ao ver as declarações da pequena, é impossível não torcer para seu futuro brilhante e de empoderamento de milhares de garotas negras de todo o Brasil. ;)

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