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11/02/2016 12:20 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:24 -02

Vereador do PSDB acusa pré-candidato João Doria de 'comprar militantes' antes das prévias do partido em São Paulo

Montagem/Reprodução Facebook

Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo ao lado de outros dois tucanos, o empresário João Doria está sendo acusando por uma suposta ‘compra de militantes’ antes das prévias do partido, marcadas para 28 de fevereiro. A denúncia é do vereador tucano Adolfo Quintas e foi publicada nesta quinta-feira (11) pela coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

“Esse pessoal (alguns militantes registrados do partido) não trabalha se não receber. Conheço um por um. Estou na vida política na zona leste há mais de trinta anos. Sei disso porque vieram relatar para mim. Falaram que estavam ganhando e por isso estavam apoiando ele”, afirmou Quintas ao jornal.

Segundo a coluna, o vereador – de 62 anos, oriundo da zona leste da capital, ocupando a vaga como suplente de Floriano Pesaro, hoje secretário estadual de Desenvolvimento Social – afirmou ter conhecimento de ofertas de R$ 2 mil mensais feitas à militância do PSDB na capital paulista. Elas teriam partido de Geraldo Malta, outro militante conhecido do partido, a mando de Doria.

“Malta é um mercenário. Faz política assim”, completou Quintas.

Tanto Malta quanto Doria negaram veementemente as acusações do vereador, que estaria apoiando outro pré-candidato, o também vereador Andrea Matarazzo, nas prévias tucanas.

“É lamentável que um vereador recorra a atitudes levianas e sem provas, numa tentativa desesperada de barrar um pré-candidato que vem crescendo na disputa interna. O vereador Adolfo Quintas deveria ocupar seu tempo para, de forma limpa, fazer campanha para Andrea Matarazzo”, disse Doria, através da sua assessoria de imprensa.

Já Malta desafiou que Quintas prove o que diz. “Vou para um tête-à-tête com ele”, afirmou. Ainda ao jornal, o advogado Torquato Jardim, especialista em direito eleitoral, explicou que as prévias de cada partido político não estão previstas como gasto de campanha perante a legislação eleitoral. Ainda de acordo com Jardim, “pré-candidato que gastar dinheiro com voto estaria praticando abuso de poder econômico”.

'Racha' tucano

O ‘racha’ do PSDB no que diz respeito às eleições municipais de São Paulo é tão grande que, para apaziguar os ânimos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu Matarazzo – que tem o apoio do senador José Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – e o deputado federal Ricardo Trípoli, o outro pré-candidato na disputa das prévias.

Apesar de Alckmin ter dado o seu apoio a Doria, Trípoli levou até o Palácio dos Bandeirantes uma pesquisa feita pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), que é vinculado ao PSDB, que mostra o deputado federal como o melhor nome dos tucanos ante os demais pré-candidatos já conhecidos para a Prefeitura de São Paulo, conforme informa nesta quinta-feira o jornal O Estado de S. Paulo.

No dia 28 de fevereiro, 27 mil filiados do PSDB estão aptos a votar nas prévias do partido na capital paulista. Em 2012, José Serra venceu o pleito interno com 52,1% dos votos, derrotando Trípoli e o ex-deputado José Aníbal, hoje presidente do ITV. Naquela ocasião, pouco mais de 6 mil filiados compareceram para votar.

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