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07/02/2016 18:52 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Panthers ou Broncos, quem leva? Tudo o que você queria saber sobre o Super Bowl, mas tinha vergonha de perguntar

Na noite deste domingo, todas as atenções do mundo do esporte estarão voltadas para a cidade de São Francisco, na Califórnia, que recebe a edição 50 do Super Bowl. O jogo que decide o grande campeão do ano do futebol americano terá, de um lado, o Denver Broncos, do quarterback Peyton Manning, e do outro o Carolina Panthers, liderado por Cam Newton.

Enquanto nos EUA o Super Bowl é o evento mais assistido na TV, com mais de 115 milhões de espectadores, aqui no Brasil a audiência é mais modesta, mas vale dizer que está crescendo. No ano passado, 500 mil pessoas assistiram à partida pelo canal ESPN, que novamente transmite com exclusividade o jogão por aqui.

Palavra de quem conhece

Tim Mazzetti é uma mistura de brasileiro e norte-americano: ele nasceu no estado de Connecticut, nos EUA, mas aos dois anos veio morar em São Paulo com a família. Passou a infância e a adolescência por aqui, jogou muito futebol (o nosso) e, aos 17, voltou ao país natal para fazer faculdade. A habilidade com as pernas e a força do chute fizeram com que o garoto na época acabasse no outro football: de 1978 a 1980, foi o kicker do Atlanta Falcons, marcando dezenas de Field Goals na NFL.

Quem não costuma assistir aos jogos de Futebol Americano pode estranhar as inúmeras pausas durante a partida. “Quando comecei a jogar e assistir mais ao football, a coisa mais diferente para mim eram as pausas”, conta Tim. “O mais importante é entender que toda parada serve para alinhar a próxima jogada e cada jogada é totalmente planejada”.

O posicionamento dos jogadores para que o quarterback possa lançar a bola oval, ou uma jogada terrestre em que o running back corre com bola, depende totalmente do que é decidido nessa curta pausa – e, claro, tudo isso é treinado antes da partida. Ao mesmo tempo, a defesa precisa se coordenar para poder neutralizar os diferentes tipos de jogada. “Uma vez que você entende a função dessas paradas e começa a perceber as táticas, o jogo fica muito mais interessante”, explica o quase brasileiro.

Outro aspecto do jogo para ficar de olho, segundo Tim, é a capacidade defensiva das duas equipes. O Denver Broncos tem a melhor defesa da NFL, com o menor número de jardas aéreas cedidas e o maior número de sacks (quando derruba o quarterback adversário). Já o Carolina Panthers, que entra como favorito na partida, perdeu apenas um jogo, contra o Atlanta Falcons de Mazzetti. “Denver Broncos e Carolina Panthers têm grandes quarterbacks e um bom running game. Mas o que mais me interessa no jogo, e que o espectador precisa prestar muita atenção, são as defesas.”, diz o ex-jogador.

O fator Peyton Manning

Cam Newton levou o prêmio de MVP (jogador mais valioso) da NFL e vem fazendo uma temporada praticamente perfeita pelo Carolina Panthers. Mas do outro lado está ninguém menos que Peyton Manning, quarterback que ganhou esta mesma honra cinco vezes e passou para 579 touchdowns em toda sua carreira.

“Um dos homens mais legais que eu já conheci”. Essa é a descrição de Tim Mazzetti sobre o lendário quarterback. Além de ser um grande jogador, Manning é muito respeitado em seu país por conta do caráter e do que representa para o esporte. “Eu estou torcendo para os Broncos por ser o underdog, mas também por causa de Peyton Manning”.

Aos 39 anos, muito se especula se esta será a última partida do jogador na sua carreira. Ele já é um dos quase 300 membros do Football Hall of Fame, que reúne as maiores personalidades do esporte. Mesmo com tantas honrarias, o jogador só ganhou o desejado anel do Super Bowl uma vez, com o Indianapolis Colts, na temporada 2006. Fechar a sua carreira com este título pode ser a inspiração que o Broncos precisa para superar o Panthers.

O verdadeiro show do intervalo

O Super Bowl é muito mais que apenas uma partida esportiva. O evento é celebrado e vendido para o mundo como algo muito maior, envolvendo grandes artistas. Neste ano, a cantora Lady Gaga irá interpretar o hino dos EUA antes do apito inicial. Já no intervalo entre o segundo e o terceiro quarto, entram em campo a banda inglesa Coldplay e a superstar Beyoncé, com participação especial do cantor Bruno Mars. Praticamente um festival de música – e dos grandes.

É claro que, por atrair tantos telespectadores em um momento de celebração nos EUA, as grandes empresas costumam investir pesado em lançamentos de propagandas criativas e inovadoras no intervalo do jogo. A publicidade acaba sendo um espetáculo à parte e muita gente espera pelos comerciais quase tanto quanto pela partida em si. Ou seja, a dica é ficar ligado 100% do tempo. Afinal, esse é jogão pode até ser definido dentro das quatro linhas, mas é todo o entorno que faz ele ganhar aura de a “partida mais importante do ano”.

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