Estudo contesta ideia de que consumo de maconha por jovens prejudica QI

Um estudo comandado por Joshua Isen, do setor de psicologia da Loyola Marymount University, em Los Angeles, e incluído na National Academy of Sciences, tenta desmentir a ideia de que o uso de maconha na adolescência está ligado ao declínio do QI (quociente de inteligência).

Para o pesquisador, fumar maconha, portanto, seria apenas um sintoma, e não o motivo que, de fato, seria o responsável por um efeito negativo.

No estudo original - que comprovaria os malefícios da maconha -, psicólogos da Universidade de Duke e do Instituto de Psiquiatria do Kings College de Londres, seguiram de perto um grupo de 1.037 crianças nascidas entre 1972 e 1973, em Dunedin (Nova Zelândia), até elas completarem 38 anos. Os resultados antes e depois do uso contínuo da droga estava relacionado com a queda de rendimento nos testes.

O novo estudo, da Loyola Marymount University, contesta a lógica aplicada. Por exemplo: se fumar maconha prejudicou os resultados nos testes de conhecimento dos jovens, teoricamente, aqueles que fizeram uso mais frequente da droga deveriam registrar resultados ainda piores, certo? No entanto, não foi o que aconteceu. Usuários que haviam fumado maconha com frequência ou feito uso diário não apresentavam condições piores que os demais usuários.

O grupo comandado por Isen analisou ainda 290 pares de irmãos gêmeos em que um era usuário enquanto o outro irmão era abstêmio. E, mais uma vez, os usuários de maconha não se saíram pior do que seus irmãos gêmeos.

Nora Volkow, diretora do National Institute On Drug Abuse (Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, em tradução direta), afirma que, embora o estudo tem algumas limitações, ele merece ser visto de perto. O governo americano decidiu acompanhar cerca de 10 mil crianças para avaliar o real impacto da maconha e de outras drogas.

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