MUNDO
16/01/2016 19:07 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Atentado terrorista em hotel de luxo em Burkina Faso, na África, deixa o país assustado e em alerta (FOTOS)

Associated Press

Um hotel de luxo em Ugadugu, capital de Burkina Faso, na África, foi invadido por homens armados na noite desta sexta-feira (15), que mantiveram hóspedes e funcionários reféns.

O ataque terminou neste sábado (16) com o exército burquinense e tropas francesas que retomaram o controle do hotel e libertaram pelo menos 126 reféns. Foram confirmadas a morte de quatro jihadistas e de outras 23 pessoas de 18 nacionalidades diferentes.

À Folha de S. Paulo, a assessoria de imprensa do Itamaraty afirmou que não há informações sobre brasileiros que foram mortos ou feitos de reféns.

O hotel é um dos mais frequentados por estrangeiros e funcionários da ONU em viagens. Entre os reféns, foi libertado o ministro Clément Sawadogo.

Mais tarde, o atentado foi reivindicado pela Al Qaeda no Magreb Islâmico – uma espécie de braço da rede terrorista que age no local -- em uma mensagem postada em uma página da internet ligada a extremistas. Eles disseram "batalhar contra os inimigos da religião", na mensagem.

burkina faso

Segundo testemunhas citadas pela imprensa local, os terroristas teriam detonado um carro-bomba na entrada do hotel antes da invasão, que foi seguida de vários disparos.

Até o ataque de sexta-feira, o país, sem saída para o mar e aliado de governo ocidental contra grupos jihadistas nas áreas áridas do sul do Saara, havia sido poupado de ataques deste tipo, que têm atormentado países vizinhos.

O ataque sinalizou uma expansão das operações de militantes islâmicos que estão forjando novas alianças e intensificando suas atividades, ecoando um crescimento do Estado Islâmico no Oriente Médio.

O presidente Roch Marc Christian Kabore, ao visitar o local do ataque, disse:

"A situação que estamos enfrentando desde ontem em Burkina Faso não tem precedentes", disse o presidente,. "Estes são atos vis e covardes e as vítimas são pessoas inocentes. Pedimos que o povo de Burkina fique vigilante e corajoso pois precisamos incluir os ataques terroristas como parte integral de nossa luta diária”.

Kabore disse que 23 pessoas de 18 nacionalidades diferentes foram mortas no ataque ao Hotel Splendid e a um cassino próximo, popular entre os soldados ocidentais e franceses que têm base em Bukina Faso.

As autoridades não deram mais detalhes sobre as vítimas.

O embaixador francês Gilles Thibault colocou o número de mortos em 27 e afirmou no Twitter que cerca de 150 reféns haviam sido liberados durante uma operação que recebeu apoio das forças francesas e norte-americanas.


François Hollande, presidente da França, disse apoiar a nação contra o “ataque odioso e covarde”.

O ataque islâmico teve início às 20:30 (18:30 no horário de Brasília) de sexta-feira (15), quando a área fica tipicamente cheia. Os atacantes incendiaram carros e dispararam para o ar para levar as pessoas de volta ao edifício, antes de entrarem no hotel e tomar reféns.

Segundo a BBC, o grupo que atacou o hotel foi formado apenas há três anos e se autodenomina ‘Al Mourabitoun’ e possui combatentes leais ao militante veterano argelino, Moktar Belmokhtar, conhecido por formar grupos de extermínio no afeganistão.

O Burkina Faso teve recentemente sua primeira eleição presidencial desde um golpe de estado ocorrido no ano passado. O golpe derrubou o ditador Blaise Compaore, que governou por 27 anos.

Burkina Faso é um país de maioria muçulmana, quase 60% da população. O país teve sua primeira eleição presidencial em novembro de 2015, que ocorreu após a derrubada do ditador Blaise Compaore, que governou por 27 anos.

Segundo informações da Reuters, o país se tornou independente da França em 1960, é um importante aliado de Paris e de Washington no combate a militantes islamitas no oeste de África.

(Com informações da Reuters e Agências de Notícias)

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