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15/01/2016 12:51 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Em café com jornalistas, Dilma fala sobre desemprego, reforma da previdência, impeachment e pedaladas fiscais

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Dilma Rousseff speaks during the inauguration ceremony of new ministers at the Planalto Palace in Brasilia on October 5, 2015. 10 new ministers were sworn in after the cabinet reshuffle to shore up support for Rousseff's troubled coalition government. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

No dia em que o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estática (IBGE) divulgou que a taxa de desocupação no Brasil subiu para 9%, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a grande preocupação do governo é o desemprego.

“Todo esforço do governo é para impedir que, no Brasil, nós tenhamos um nível de desemprego elevado. Para mim, a grande preocupação é o desemprego, é o que nós olhamos todos os dias, é aquilo que requer atenção, olhamos setores por setores."

Em café com jornalistas, a mandatária afirmou ainda que se reuniu com setores da economia para tratar a questão.

“Se a gente perdeu na área da farmoquímica, nós no vamos perder na área de biotecnologia (…) A grande preocupação do governo é a questão do desemprego, é por causa disso que nós achamos que há medidas que são urgentes para reequilibrar o Brasil.”

A presidente aposta na aprovação da CPMF para retomar o crescimento do País. Segundo ela, o imposto é fundamental, se dissolve rápido, tem baixa intensidade, permite controle de evasão fiscal e tem baixo impacto na inflação.

Outra sugestão da presidente é retomar a discussão sobre a reforma da previdência. Para ela, este tema é tão importante quanto o impeachmentque tramita contra ela.

“A reforma não tira direitos, ela preserva, compreende que as gerações fazem um pacto com as outras, garantem que os jovens hoje possam se aposentar amanhã.” Segundo ela, o processo será gradual, sem imposições.

Ela aproveitou para negar que tenha mexido nos direitos trabalhistas. Questionada sobre as críticas feitas pelos movimentos sociais de que ela mentiu na campanha quando disse que não alteraria esta legislação, ela afirmou que as políticas estavam mal focadas.

“Não tiramos direitos de trabalhadores, melhoramos as políticas. O seguro defeso estava sendo pago para quem não era pescador. Isso é perda de direito? Algo está errado, não é com o pescador, é com a política.”

Na avaliação dela, o mesmo foi feito com o Financiamento Estudantil, o qual foram selecionados cursos com melhores notas, e a pensão por morte, que estava sendo paga para pessoas com condições de trabalhar. “Teve um caso que me chamou muito atenção, uma senhora de quase 70 anos se casou com um rapaz de 17, que passou a ter direito a pensão por 35 anos. Isso é justo?”

Impeachment

A presidente aproveitou para explicar o pagamento das pedaladas fiscaisfeito no fim do ano passado. De acordo com ela, o governo pagou não por reconhecer erro.

“Quando não usar cinto de segurança não era previsto na legislação, os 200 milhões de brasileiros que dirigiam sem cinto não estavam cometendo equívoco. A legislação não previu. Como o Tribunal de Contas da união passou a prever, nós pagamos para não ocorrer nenhum delito.”

A manobra fiscal feita em 2015 é o principal argumento dos autores do pedido de impeachment contra a presidente acatado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ). O documento, assinado pelos juristas Miguel Reale Jr e Hélio Bicudo alega que a mandatária infringiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para ela, há uma tentativa de golpe. “Não se pode achar que pode tirar um presidente porque não está se simpatizando com ele.”

Ao falar sobre a importância de preservar a democracia, Dilma citou as manifestações. “Aprendemos a conviver e temos que zelar por elas. Respeitar e tratar de forma a perceber que não são anormais, mas normalidade”, emendou.

Petróleo

A presidente rechaçou as novas delações da Operação Lava Jato, afirmou que não há novidade e que os “vazamentos” são fora de contexto.

Ela disse ainda que o governo pode realizar leilões em poços pequenos, mas que não é o melhor momento para fazer este tipo de ação em campos de exploração de petróleo.

"Ninguém faz leilão de bloco de exploração com o barril de petróleo a US$ 30. Como faço, em 2016, com o petróleo a US$ 30, uma concessão de 30 anos?"

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