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07/01/2016 09:43 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

América Latina é região com mais mortes de ativistas de direitos humanos, diz grupo

Anadolu Agency via Getty Images
RABAT, MOROCCO - DECEMBER 10: People gather to protest singing ban for the singer Rachid Gholam (C) during International Human Rights Day in front of the parliament building in Rabat, Morocco on December 10, 2015. (Photo by Mustapha Houbais/Anadolu Agency/Getty Images)

A América Latina é a região mais mortal para ativistas de direitos humanos, com vários sendo mortos ao defenderem direitos à terra, ambientais, direitos LGBT e de indígenas, afirmou um grupo na quarta-feira (6).

Nos primeiros 11 meses de 2015, 156 defensores dos direitos humanos foram assassinatos no mundo ou mortos quando em custódia, quase 15% a mais do que no ano anterior, com mais da metade das mortes ocorrendo na América Latina, e com 54 assassinatos só na Colômbia, segundo um relatório do Front Line Defenders.

“Defender direitos humanos na América Latina continua extremamente perigoso, e a criminalização da defesa dos direitos humanos e dos movimentos de protesto pacífico persiste. O tema mais preocupante permanece sendo a violência extrema”, afirmou o relatório do grupo com sede em Dublin.

Fora das Américas, as Filipinas foi o país com pior resultado, com 31 mortes de ativistas de direitos humanos, disse o relatório.

A perseguição e o assédio a ativistas de direitos humanos no mundo incluem ameaça de morte, prisão arbitrária, ataque físico, brutalidade policial e a invasão de casas e escritórios, segundo o relatório.

“Defensores de direitos humanos enfrentam ambientes cada vez mais restritos e brutais em cada região do globo”, disse Mary Lawlor, chefe do Front Line Defenders, no lançamento do relatório anual em Dublin.

“Violência extrema tem sido usada de forma mais frequente e em mais países, enquanto processos fabricados e julgamentos injustos têm se tornado a norma em muitas partes do mundo”, declarou ela.

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