MULHERES
22/12/2015 14:03 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Suplente pode assumir cadeira na Câmara dos Deputados em meio a caso de violência doméstica no PR

Montagem/Reprodução Facebook

Ex-vereador de Curitiba, Osmar Bertoldi pode reassumir uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2016. Antes, porém, ele terá de resolver os seus problemas com a Justiça, que analisa as acusações de violência doméstica que pesam contra ele, que chegou a ter um mandado de prisão contra si expedido. Em sua defesa, Bertoldi diz estar sendo ‘vítima de extorsão’.

Tudo começou em agosto deste ano, quanto a administradora de empresas Tatiane Bittencourt, então noiva de Bertoldi, registrou um boletim de ocorrência contra ele por agressões, comprovadas em exame feito pelo Instituto Médico Legal (IML). Os dois chegaram a tentar reatar o relacionamento, mas não funcionou. No início de dezembro, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou o ex-vereador à Justiça pelos crimes de ameaça, constrangimento ilegal, lesão corporal, cárcere privado, estupro e contravenção penal.

Com base na Lei Maria da Penha, o juiz Rodrigo Simões Palma determinou medidas restritivas contra Bertoldi, entre as quais manter distância da ex-noiva e utilizar uma tornozeleira eletrônica. A violação delas chegou a levar à determinação da prisão dele, o que acabou posteriormente revogado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Na última segunda-feira (21), tanto o ex-vereador – que é suplente a uma vaga no Legislativo federal – quanto a sua ex-noiva se manifestaram em suas redes sociais. Tatiane reforçou a sua versão para as agressões sofridas e disse ter provas e testemunhas do que denunciou.

Nota públicaTendo em conta manifestações falsas do meu ex-companheiro Osmar Stuart Bertoldi e seus amigos, nos jornais...

Posted by Tati Bittencourt on Segunda, 21 de dezembro de 2015

Da mesma forma, Bertoldi disse ter provas e documentos que provam não só que ele foi agredido também, mas que se tornou alvo de extorsão da ex-noiva, que teria exigido R$ 1,7 milhão para não denunciar o caso às autoridades.

Aos Familiares, Amigos e Eleitores.Em razão da publicidade que vem sendo dada às inverídicas acusações feitas por...

Posted by Osmar Bertoldi on Domingo, 20 de dezembro de 2015

Bertoldi ocupou a cadeira de Fernando Franchischini (SD-PR) na Câmara no primeiro semestre, até o momento em que o parlamentar do Solidariedade foi demitido do posto de secretário de Segurança Pública do Estado. Francischini foi quem deu a ordem para a Polícia Militar agredir de maneira truculenta os professores da rede estadual no dia 29 de abril, no que ficou conhecido como o ‘Massacre do Centro Cívico’.

De volta ao Paraná, Bertoldi assumiu o cargo de diretor da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), do qual foi exonerado por ‘quebra de confiança’ após o caso de agressão vir a público. Para 2016, ele poderia voltar para Brasília, agora na vaga do deputado federal Valdir Rossoni (PSDB-PR), cotado para assumir a Secretaria de Infraestrutura no governo Beto Richa (PSDB).

“Este fato todo é lamentável, sou um homem apaixonado que ficou cego. Tenho certeza que vou provar na justiça o que estou falando”, disse Bertoldi ao jornal Gazeta do Povo.

Não é a primeira vez que a violência doméstica entra na vida de Bertoldi. Em 2012, a sua irmã Mariana, de 39 anos, foi morta pelo então namorado após uma discussão. Ela estava grávida de dois meses na época do crime.