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18/12/2015 11:48 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Sete municípios mais ricos detinham 25% da economia do País em 2013, diz IBGE

thiagogleite via Getty Images
Paulista Avenue (Avenida Paulista in Portuguese, Paulista being the gentilic for those born in São Paulo state) is one of the most important avenues in São Paulo, Brazil. The 2.8 kilometre thoroughfare is notable for headquartering a large number of financial and cultural institutions, as well as being home to an extensive shopping area and to Latin America's most comprehensive fine-art museum, MASP.

Apesar dos avanços registrados nos últimos anos na redução da desigualdade, a riqueza permanece bastante concentrada no País.

Em 2013, apenas sete municípios concentravam 25% da economia brasileira, de acordo com o Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 18.

Os maiores geradores de riqueza naquele ano foram São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Campos dos Goytacazes. Quando somados os 62 municípios brasileiros mais ricos, chegava-se a metade do PIB nacional.

Por outro lado, os 1.388 municípios mais pobres responderam por aproximadamente 1,0% do PIB nacional. Nesse grupo com menor participação na geração de riqueza estavam 74,6% dos municípios do Piauí, 60,1% dos municípios da Paraíba, 53,3% dos municípios do Rio Grande do Norte e 52,5% dos municípios do Tocantins.

Segundo o IBGE, não houve alteração significativa entre os municípios com maior participação no PIB no período de abrangência do levantamento, de 2010 a 2013.

SP

O município de São Paulo teve o maior recuo em participação na geração de riqueza no País em 2013, segundo a pesquisa do IBGE. A queda foi de 0,4 ponto porcentual em relação a 2012, passando de uma fatia de 11,1% para 10,7% no período.

De acordo com o IBGE, a perda foi provocada pelos serviços financeiros, indústria de transformação e comércio de automóveis. Em quatro anos, a participação de São Paulo no PIB nacional recuou 0,8 ponto porcentual. Em 2010, a fatia do município mais rico do Brasil no PIB era de 11,5%.

Na direção oposta, o município que apresentou maior aumento em participação no PIB do País na passagem de 2012 para 2013 foi o Rio de Janeiro, que avançou 0,1 ponto porcentual, devido às grandes obras de infraestrutura.

As 27 capitais brasileiras responderam juntas por 32,8% da economia do País em 2013, uma redução em relação ao resultado de anos anteriores. Em 2010, as capitais participavam com 34,3%; em 2011, com 33,7%; e em 2012, com 33,4%.

Enquanto o município de São Paulo manteve a liderança do ranking de maior geração de riqueza em 2013, Palmas (TO) ocupou o último lugar. Florianópolis (SC) foi a única capital que não tinha o maior PIB entre os municípios de seu estado, onde foi ultrapassada por Joinville e Itajaí.

PIB per capita

Em 2013, o município de Presidente Kennedy, no Espírito Santo, registrou o maior PIB per capita do País: R$ 715.193,70. Para efeito de comparação, o PIB per capita do País no mesmo ano foi de R$ 26.444,63.

No segundo lugar do ranking de maior PIB per capita ficou São Gonçalo do Rio Abaixo, em Minas Gerais, com R$ 340.688,49. Em terceiro, Louveira, em São Paulo, com R$ 278.145,26.

Os demais destaques foram: Porto Real (RJ), R$ 255.658,30; Selvíria (MS), R$ 254.242,69; Ilha Comprida (SP), R$ 242.646,02; Quissamã (RJ), R$ 223.042,26; Triunfo (RS), R$ 215.393,60; São João da Barra (RJ), R$ 212.966,61; e Itapemirim (ES), R$ 187.712,94.

O IBGE informou que Ilha Comprida (SP), Quissamã (RJ), São João da Barra (RJ) e Itapemirim (ES) eram produtores de petróleo. Em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), a extração de minério de ferro é a principal atividade econômica. Louveira (SP) era sede de centros de distribuição. Porto Real (RJ) sedia uma indústria automobilística.

Selvíria (MS) produzia eucalipto para as indústrias de celulose e possuía hidrelétrica. Triunfo (RS) era sede de um polo petroquímico importante.

O menor PIB per capita do País em 2013 foi do município de Nina Rodrigues, no Maranhão, apenas R$ 3.241,29. A economia local sustentava-se pela transferência de recursos federais: 63,4% do valor adicionado bruto total do município vinham da Administração Pública.

Entre as capitais, Vitória (ES) tinha o maior PIB per capita em 2013, R$ 64.001,91, enquanto Maceió (AL) tinha o menor, R$ 16.439,48.

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