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17/12/2015 11:15 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Como Reino Unido e EUA inadvertidamente armaram o Estado Islâmico

Matt Cetti-Roberts

"O Reino Unido acabou armando inadvertidamente o EI", aponta um novo relatório da Anistia Internacional. Segundo o documento da Anistia, "transferências irresponsáveis de armas para o Iraque" e "vários fracassos... para estabelecer mecanismos de supervisão durante a ocupação comandada pelos EUA depois de 2003" levaram o Estado Islâmico a construir um arsenal considerável de armas fornecidas por vários países, incluindo Reino Unido, EUA e França, quando os militantes do grupo islâmico saquearam dos estoques militares iraquianos.

Oliver Sprague, diretor do Programa de Armas da Anistia do Reino Unido, disse: "O fato de que vários países, incluindo o Reino Unido, acabaram inadvertidamente armando o EI deveria fazer com que pausássemos o comércio atual de armas".

O relatório diz ainda que armas e munição usadas pelo EI vêm de 25 países, grande parte disso dos EUA, da Rússia e de antigos países do Bloco Soviético. Algumas dessas armas foram financiadas por permuta direta de petróleo, contratos do Pentágono e doações da OTAN. Os armamentos mais antigos seriam fuzis britânicos Pattern 1914 Enfield.

Patrick Wilcken, pesquisador de controle de armas da Anistia Internacional, apontou que o fato de algumas das armas serem tão antigas mostra "os perigos do acúmulo e da proliferação de armas que resultaram em grandes atrocidades na região cometidas pelo Estado Islâmico e por outros grupos armados".

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