ENTRETENIMENTO
16/12/2015 16:52 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

'Star Wars: O Despertar da Força' é o primeiro filme da franquia protagonizado por uma mulher e um negro

Reprodução

Atenção: este post tem alguns spoilers.

Star Wars: O Despertar da Força, aguardado novo episódio da franquia, é histórico não apenas por dar continuidade à criação de George Lucas, mas por ser também uma obra de grande alcance que tem como protagonistas duas pessoas que pertencem a grupos com baixa representatividade no cinema.

Neste caso, estamos falando de mulheres e negros. A atriz Daisy Ridley, 23, dá vida a Rey, enquanto John Boyega, 23, é Finn.

O HuffPost Brasil já assistiu ao filme e pode te garantir: além de ser o primeiro episódio de Star Wars que dá pleno destaque a uma mulher ou a um negro, ambos estão em situação de igualdade. Eles têm a mesma importância na história.

Rey é uma solitária catadora de lixo à espera do retorno da família. Ela é independente, ótima piloto de basicamente qualquer meio de locomoção e muito, mas muito corajosa.

Finn é um stormtrooper que serve à facção Primeira Ordem, do lado obscuro da Força, que busca dominar a República Galática.

O ex-stormtrooper não tem família – a única rotina que ele conhece é a do treino para se tornar um soldado que oprime violentamente seres vulneráveis, em nome de uma iniciativa antidemocrática. Finn não aceita fazer parte disso e foge da facção. Ele se torna um refugiado.

A grande aventura de O Despertar da Força deslancha quando o caminho dos dois se cruza. Ambos são complexos e interpretados com força pelos atores.

Rey e Finn usam o que há de melhor em cada um na batalha que travam contra o pior da Força. Ela precisa devolver o droide BB-8 ao seu dono e ele quer se juntar à Resistência, grupo que combate a Primeira Ordem.

Uma Nova Esperança, primeiro episódio da franquia, que chegou às telas em 1977, é protagonizado por dois homens e uma mulher: Luke Skywalker (Mark Hamill), Princesa Leia (Carrie Fisher) e Han Solo (Harrison Ford) – todos brancos.

Depois de quase 40 anos, o mundo se tornou muito mais diverso. O machismo e o racismo em Hollywood nunca foi tão debatidos quanto hoje. A internet é nossa aliada: as redes sociais têm sido plataformas para oprimidos se expressarem e condenar o preconceito.

Rebecca Keegan, repórter de cinema do Los Angeles Times, disse que o filme passa pelo teste feminista de Bechdel.

Boyega chegou a ser alvo de uma hashtag racista e foi encolhido no pôster chinês, mas isso é muito pequeno perto do sucesso arrasador que O Despertar da Força vai fazer.

Vale dizer também que os atores Oscar Isaac, um guatemalense, e Lupita Nyong'o, uma mexicana-queniana, também estão elenco, como Poe Dameron e Maz Kanata, respectivamente.

Em um livro de Star Wars, há uma personagem lésbica. Será que um dia veremos LGBTs em algum filme?

Rumo aos bilhões

A boa notícia, além da representatividade, é que o filme tem chance de ser uma das maiores bilheterias do cinema.

Segundo análise da empresa de serviços financeiros Morgan Stanley, O Despertar da Força tem o potencial de ser a terceira maior bilheteria mundial, com lucro de US$ 1,95 (aproximadamente R$ 7,64 bi).

O longa ficaria atrás de Titanic (1997) e Avatar (2009) – que estão em segundo e primeiro lugar, respectivamente, com lucros superiores a US$ 2 bi cada –, e na posição hoje ocupada por Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015), cuja arrecadação chegou a US$ 1,6 bi.

Star Wars escolheu o caminho certo para voltar aos cinemas. Sua "Força" nunca esteve tão em alta.

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