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15/12/2015 15:41 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Em debate acalorado, críticos e defensores do impeachment apresentam os seus argumentos no 'Roda Viva' (VÍDEO)

De um lado, um jurista e um político do PT. De outro, um parlamentar do PSDB e uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Esse foi o cenário do debate de quase 90 minutos no programa Roda Viva, da TV Cultura, exibido na noite desta segunda-feira (14).

Autora do pedido de impedimento, ao lado dos juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo, a advogada e professora de Direito Penal da USP Janaina Paschoal voltou a enfatizar que, no seu entendimento, todas as prerrogativas para que Dilma seja destituída do cargo estão postas de maneira clara.

“Se não estivesse posto (os motivos para o impeachment), não teria oferecido (o processo)”, afirmou Janaina. Ela foi rebatida pelo deputado estadual do PT paulista e secretário de Relações Governamentais da prefeitura da capital, José Américo Dias. Para ele, não há nada contra a presidente.

“Os Tribunais de Conta são órgãos auxiliares do Legislativo, mas nada que eles decidem é validado antes de ser votado pelo plenário”, analisou, em referência às chamadas pedaladas fiscais, um dos argumentos que constam no pedido de impeachment aceito no início do mês pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O debate foi morno na maior parte do programa, mas houve momentos mais acalorados. Como quando o professor de Direito Financeiro da USP, Heleno Taveira Torres – um dos jurista que assinaram um documento que rechaça o impeachment – tentou questionar o regimento da Câmara que elegeu, via voto secreto, a Comissão Especial. O tema será discutido nesta quarta-feira (16) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ou durante as várias intervenções do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), nas quais ele sempre buscava enfatizar o quão ruim está a crise política e econômica, e como Dilma não tem, na visão dele, condições de seguir governando. “Nós não temos dois ex-presidentes e dois ex-tesoureiros presos”, alfinetou, em referencia a petista detidos na Operação Lava Jato.

No meio do debate estava o analista político Gaudencio Torquato, que enfatizou ao longo dos quatro blocos que as ruas terão um papel fundamental para que o impeachment avance ou não no Legislativo. "Tendo a acreditar que será um julgamento estritamente político", pontuou.

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