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11/12/2015 22:51 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Adeus, Ceni! 4 momentos que o goleiro são-paulino justificou o apelido de Mito

rogerio ceni

Um goleiro que defende. Defende muito. Pênaltis, faltas (lembra, Gerrard?).

Um jogador que orienta, grita, xinga e sofre pelo próprio time. E, como se não fosse o suficiente, ainda faz gols. Muitos gols. 131 para ser exato. O maior da história nesse quesito. Estão as marcas no Guinness para não deixar ninguém em dúvida.

Rogério Ceni, que entrou hoje no Morumbi pela última vez ainda com preparo físico de atleta, é daqueles raros jogadores a marcarem a história. Os rivais odeiam, minimizam, ridicularizam, tiram sarro. Talvez seja até um pouco de raiva - pelos gols que não puderam marcar e pelos gols que seus goleiros foram incapazes de evitar.

Quase aos 43 anos, o goleiro são-paulino - porque nenhuma outras cores ele vestiu - se retira dos gramados. São poucos os atletas que conseguem bordar uma estrela na camisa de suas equipes, Ceni pode dizer que é um deles.

1. O primeiro gol abriu a porteira para nunca mais fechar

No dia 15 de fevereiro de 1997, o goleiro colocou a bola na rede na vitória do São Paulo sobre o União São João, em Araras, 2 a 0, em partida válida pelo Campeonato Paulista. "Não sabia nem pra onde correr porque foi algo inusitado no futebol brasileiro".

O gol não foi acaso. Foram seis meses de preparação, sempre após os treinos. Lá está o goleiro ajeitando a barreira metálica cobrando 50, 60, 70, 100 vezes as cobranças. "Treinava 100 faltas por dia durante seis meses para ter essa oportunidade. O Muricy me deu essa chance. Foi algo memorável".

2. A volta à Libertadores da América deixa claro que ele é

Noite de 12 de maio de 2004, quarta-feira, no Morumbi. Depois de mais de uma década longe da Taça Libertadores, lá estava o São Paulo novamente. Até aquele dia, apesar da já extensa colaboração de Ceni, pairavam dúvidas sobre se ele entraria na mesma galeria de Telê Santana e Raí. A esfera dos gigantes tricolores.

Daquela noite em diante, nada mais foi assim. Foi na Libertadores de 2004 - que o São Paulo acabaria eliminado nas semifinais - que Ceni mostrou ser intransponível como queria ser. Após o 2 a 1 que levou o jogo para os pênaltis, o Mito nasceu.

Rogério Ceni precisava converter o pênalti - o quinto do São Paulo - e impedir o último gol adversário. Dito e feito. Com a eliminação dos argentinos do Rosario Central, Ceni ficaria imenso. Daquele instante para sempre.

3. O centésimo gol guardado para o maior rival

Ceni já era o maior goleiro-artilheiro do planeta há tempos. A marca viera em 2006, ao conhecer as redes pela 63° vez. Mas ninguém tinha feito 100 gols atuando como goleiro - aliás ainda não fizeram e talvez nem nunca o façam. E o destino foi gentil com Rogério. Separou justamente o Corinthians para o registro.

A cobrança partiu da entrada da grande área alvinegra, passou próxima à barreira corintiana e morreu no ângulo. A imagem de Ceni correndo para a torcida é imortal. Com o gol, o jogo parou. Corações pararam.

4. 2005, um ano com o mundo aos seus pés

Os críticos adoram dizer que Ceni é um goleiro comum e um ótimo batedor de faltas. O que dizer então da maior partida da vida dele, justamente na final de Mundial de Clubes, no Japão, em 2005?

A defesa mais famosa aconteceu naquele 18 de dezembro de 2015, na magra vitória do São Paulo sobre o Liverpool por 1 x 0, em Yokohama. A impressão para quem estava no Brasil naquela manhã era de que o jogo poderia durar dez horas. Seriam dez então horas de massacre inglês e dez horas de milagres do arqueiro tricolor.

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