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10/12/2015 19:33 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Muhammad Ali golpeia queixo de Trump: 'Não há nada islâmico em matar pessoas inocentes'

WASHINGTON (Reuters) - O ex-campeão mundial de boxe Muhammad Ali, um dos mais conhecidos muçulmanos dos Estados Unidos, aparentemente se uniu na quarta-feira às vozes de condenação à proposta do

Muhammad Ali é uma lenda. Três vezes campeão mundial dos pesos-pesados, é justamente considerado um dos maiores pugilistas da história e um dos mais carismáticos também.

E aí que o ringue que armaram para ele foi com quem ninguém menos que Donald Trump, o mais do que polêmico pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos .

O ex-atleta de 72 anos é muçulmano. E ele não gostou nada dos insultos de Trump contra sua religião.

"Nós, como muçulmanos, temos de erguer-nos contra aqueles que usam o Islã para avançar sua própria agenda pessoal", disse Ali, em comunicado divulgado pela NBC News.

"Sou um muçulmano e não há nada islâmico em matar pessoas inocentes em Paris, San Bernardino, ou qualquer outro lugar no mundo", afirmou o eterno astro.

"Os verdadeiros muçulmanos sabem que a violência implacável dos chamados jihadistas islâmicos vai contra os próprios princípios de nossa religião."

E os golpes contra Trump seguiram duros. Jab, cruzado e ganchos. Teve de tudo para cima do republicano.

"Acredito que nossos líderes políticos devem usar sua posição para trazer compreensão sobre a religião do Islã e esclarecer que esses assassinos equivocados perverteram a opinião das pessoas sobre o que realmente é o Islã".

O porta-voz de Ali, Robert Gunnell, diria mais tarde que a declaração não era uma resposta a Trump, mas uma declaração do atleta para que os muçulmanos rejeitem o extremismo e os jihadistas.

A mais nova declaração aburda de Trump veio após um ataque a tiros na semana passada em San Bernardino, Califórnia. Um casal muçulmano que teria se inspirado no Estado Islâmico é acusado pela ação.

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