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10/12/2015 13:07 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Após acusações de Cerveró, FHC nega que no seu governo tivesse 'corrupção organizada'

Montagem/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) usou a sua página no Facebook, na última quarta-feira (9), para rebateu as supostas acusações do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, de que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) recebeu propina durante a gestão do tucano na Presidência da República (1995-2002).

“Se houve algo durante o meu governo, foi conduta imprópria do Delcídio, não corrupção organizada, como agora. Dele nada se sabia, tanto que em 2001 foi aceito pelo PT, e se elegeu senador, depois foi candidato a governador do Mato Grosso do Sul. Derrotado pelo PSDB, virou líder da Dilma, sem que suspeitas fossem levantadas. Espero que as investigações se aprofundem e que se comprovado o fato, todos sejam punidos”, escreveu.

FHC: "Se houve algo, durante o meu governo, foi conduta imprópria do Delcidio, não corrupção organizada, como agora....

Posted by Fernando Henrique Cardoso on Quarta, 9 de dezembro de 2015

Na época dos fatos narrados por Cerveró aos investigadores da Operação Lava Jato, Amaral era diretor de Gás e Energia da estatal, entre 1999 e 2001. Segundo o ex-diretor da Petrobras, o senador hoje no PT teria recebido US$ 10 milhões em propinas da multinacional Alstom na época em que ocupou o cargo na petrolífera durante o governo FHC. O pagamento seria em razão da compra de turbunas para uma termoelétrica, a TermoRio, que construída no Rio, por US$ 550 milhões.

A busca por alternativas energéticas era uma prioridade do governo tucano, após o apagão que atingiu o Brasil entre 2001 e 2002. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, as usinas contratadas por Amaral quando integrou a Petrobras nos idos tucanos na Presidência teriam dado um prejuízo superior ao da refinaria de Pasadena (EUA). Nesta quinta-feira (10), FHC voltou a se pronunciar diante da repercussão de suas palavras. “Tática do PT é embolar o jogo. Não passarão”, escreveu.

Tática do PT é embolar o jogo. Não passarão.

Posted by Fernando Henrique Cardoso on Quinta, 10 de dezembro de 2015

Na conversa gravada por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, o senador, preso pela Polícia Federal, conta que, em um dos encontros com o banqueiro André Esteves, também preso, viu uma anotação manuscrita com o nome dele e o da Alstom na última página do acordo de delação de Nestor Cerveró, obtido pelo dono do BTG Pactual. No diálogo, Delcídio demonstra surpresa e preocupação por ter se deparado com o manuscrito.

(Com Estadão Conteúdo)

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