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09/12/2015 14:11 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Vítimas do Boko Haram são 'esquecidas' pelo mundo, diz diretor do IRC

ASSOCIATED PRESS
Binta Ibrahim, holds an unidentified child after she described how she trekked for two days from Nbitha to Boko Haram's hideout in the Sambisa Forest with 2-year-old Matthew and 4-year-old Elija Yohanna strapped to her back and 4-year-old Maryam Samaila clinging to her waist following her rescued by Nigerian soldiers from Sambisa Forest , at a refugee camp in Yola, Nigeria Monday, May 4, 2015. Even with the crackle of gunfire signaling rescuers were near, the horrors did not end: Boko Haram fighters stoned captives to death, some girls and women were crushed by an armored car and three died when a land mine exploded as they walked to freedom. (AP Photo/Sunday Alamba)

O diretor-geral do Internacional Rescue Committee (IRC), David Miliband, afirmou nesta quarta-feira (9) que o mundo não está prestando atenção suficiente na situação das pessoas afetadas pela insurgência do grupo militante Boko Haram.

"É importante estarmos nos lugares amplamente noticiados pela mídia, mas também é importante estar naqueles lugares que não são foco das manchetes", contou ele à BBC durante uma visita a Yola, uma das áreas gravemente afetadas pela violência na Nigéria.

Ele também criticou autoridades nigerianas, pedindo que mais esforços sejam mobilizados para auxiliar as vítimas do conflito.

O ex-secretário de Relações Exteriores do Reino Unido afirmou ainda que as vítimas do grupo são "esquecidas". "O perigo é que elas sejam lembradas pelas razões erradas", alertou, citando uma "catástrofe escondida" no nordeste da Nigéria.

O IRC é, segundo a BBC, uma das poucas agências humanitárias que assistem parte das três milhões de pessoas que foram deslocadas ao longo de seis anos de atividade do grupo.

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