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09/12/2015 19:30 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Queda de braço: Cunha diz que decisão do STF paralisa todos os trabalhos da Câmara

Montagem/Estadão Conteúdo

A decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a sessão que elegeu, com voto secreto, uma chapa alternativa, formada por dissidentes e oposicionistas, para a comissão do impeachment paralisará os trabalhos da Câmara dos Deputados por, pelo menos, uma semana.

Esta é a interpretação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). De acordo com ele, não haverá quórum e a decisão do Supremo só atrasa o andamento dos trabalhos na Câmara.

Neste período, a Casa poderia analisar os projetos que estão na pauta, como medidas provisórias e a lei antiterrorismo.

Para Cunha, o ideal era que o ministro Fachin tivesse tomado a decisão e apresentado na sessão desta quarta-feira (8) uma questão de ordem no plenário da corte.

“Oito dias é tempo demasiado. Ele poderia ter apresentado uma questão de ordem. Certamente a Câmara ficará paralisada a espera dessa decisão. (…) A decisão contraria os que querem antecipar o processo. A decisão atrasou o processo, teve prejuízo a celeridade.”

O peemedebista colocou a responsabilidade da paralisação da Casa nos partidos. “A tendência é não ter nenhuma votação. Eu estarei aqui se der quórum, da minha parte não tem nenhum problema. A Casa que não quer”, emendou.

Cunha rebateu o argumento de que a votação não poderia ser secreta. Ele ressaltou que na eleição da Mesa Diretora os votos são fechados e que o caso se opõe ao da manutenção da prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

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