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09/12/2015 22:52 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Protesto de estudantes em SP termina com bombas e violência da polícia militar

Estadão Conteúdo

A repressão da Polícia Militar (PM), com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral marcaram o fim do protesto dos cerca de 3 mil estudantes que lutam contra o fechamento das escolas do Estado pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB) na noite desta quarta-feira (9). A polícia divulgou que 2 mil pessoas participaram da manifestação.

O protesto começou às 18h, na Avenida Paulista e seguiu pacífico até às 21h, quando a polícia, na frente da Secretaria da Educação, na região da Praça da República, soltou bombas de gás lacrimogêneo e usou de violência contra os estudantes, segundo informações do Jornalistas Livres:

URGENTE!! Polícia militar está reprimindo com violência neste exato momento a manifestação que contava com mais de 15...

Posted by Não fechem minha escola on Quarta, 9 de dezembro de 2015

ESCOLAS EM LUTAMomento em que a PM atira bombas de efeito moral e gás lacrimogênio em direção aos mais de 15 mil...

Posted by Jornalistas Livres on Quarta, 9 de dezembro de 2015

Vídeo do professor Henrique Carneiro no momento em que a repressão começou.

Posted by Não fechem minha escola on Quarta, 9 de dezembro de 2015

Segundo a Folha de S. Paulo, por volta das 21h fogos de artifício foram jogados contra os policiais militares que revidaram com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. A PM informa que um estudante foi detido e seis policiais militares foram feridos.

Ainda segundo o jornal, desde o começo do ato, a PM dizia-se atenta à atuação de black-blocs durante esta manifestação dos estudantes, o que seria uma novidade. Até então, black blocks não tinham participado das manifestações.

Segundo o Estadão, os estudantes atearam fogos em barricadas lixo e a área virou uma espécie de “campo de batalha” com corre-corre entre estudantes que participavam da passeata.

A passeata começou na Avenida Paulista e não desceu a Rua da Consolação, como de costume. O movimento seguiu para a 9 de julho, passando pelas praças 14 Bis e da Bandeira, Viadutos Maria Paula e do Chá, até chegar à Praça da República.

Os estudantes são contra a reorganização da rede escolar anunciada pela gestão. Mais de 190 escolas foram ocupadas. Após o recuo do governo e a suspensão do projeto para 2016, algumas unidades foram desocupadas, mas o movimento não foi interrompido. Eles exigem que o governo dê sinais de que não vai voltar com o plano. A ideia era fechar 93 escolas no ano que vem e transformar 754 prédios em unidades de ciclos únicos.

Não é a primeira vez...

Esta não é a primeira vez que o protesto dos estudantes é alvo da Polícia Militar. Na tarde da última quinta-feira (3), os estudantes fecharam cruzamentos da Faria Lima, na zona oeste da cidade. Ao UOL, a tenente Sara da Polícia Militar afirmou que bombas foram usadas para "desinterditar a via". Ao todo, seis pessoas foram deitas durante o protesto.

Entre eles, estava o estudante Elissantro Dias Nazaré da Siqueira, de 18 anos, que foi carregado de cabeça para baixo pelo policiais. "Eu tentei impedir que ele fosse levado daquela forma e um policial me ameaçou com cacetete", contou ao UOL um professor que presenciou a cena. Siqueira foi liberado no final da tarde com machucados nos ombros, costas e punhos.

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