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09/12/2015 20:14 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

#OcupaEscola: Milhares de estudantes protestam contra fechamento das escolas de São Paulo

Estadão Conteúdo

Eles não vão parar até vencer!

Até que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) dê garantias de que a revogação do projeto de reorganização das escolas de São Paulo será, realmente, cumprida, os estudantes não vão descansar.

Estudantes secundaristas ocuparam às 18h desta quarta-feira (9), a Avenida Paulista no sentido Consolação, em protesto contra a política educacional do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Desde as 16h, os manifestantes se concentram em frente ao vão livre do Masp, onde ocorre o bloqueio. Segundo o Jornalistas Livres, cerca de 3000 mil pessoas estão no protesto. A polícia não divulgou estimativa oficial.

ESCOLAS EM LUTAMais de 3000 estudantes secundaristas ocupam a Avenida Paulista em protesto nesse momento.Foto: Lost Art

Posted by Jornalistas Livres on Quarta, 9 de dezembro de 2015

Os estudantes são contra a reorganização da rede escolar anunciada pela gestão. Mais de 190 escolas foram ocupadas. Após o recuo do governo e a suspensão do projeto para 2016, algumas unidades foram desocupadas, mas o movimento não foi interrompido. Os estudantes exigem que o governo dê sinais de que não vai voltar com o plano.

A ideia era fechar 93 escolas no ano que vem e transformar 754 prédios em unidades de ciclos únicos. O governo argumenta que esse tipo de escola tem melhor desempenho no Idesp. Sobre o fechamento das unidades, a gestão defende que houve queda no número de alunos.

Às 18h, o grupo ocupava toda a via da Paulista e também parte do vão do Masp. Os manifestantes prometem percorrer ruas da cidade, mas não divulgaram um trajeto.

O estudante Victor Pinheiro, de 16 anos, falta um sinal claro para que os estudantes confiem no governo.

"Tem de haver um planejando de como será essa discussão nas escolas. Porque até agora o que vimos foi uma imposição", diz ele, aluno do 2° ano da Escola Moacyr Campos, na zona leste. A unidade estava ocupada, mas os estudantes já deixaram o prédio.

Ao contrário dos últimos protestos, este seguiu pacífico, sem a interferência de policiais militares até às 21h. Segundo a Folha de S. Paulo, a polícia entrou em confronto com os manifestantes na frente da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, na República, jogando bombas de gás. O jornal afirma que orelhões, carros e caçambas foram depredadas e que um policial militar deu dois tiros para o alto.

#OcupaEscola continua!

Os estudantes do movimento contrário à reorganização escolar em São Paulo desocuparam 53 escolas, mas mantiveram a ocupação em 145 unidades, de acordo com a Secretaria Estadual da Educação. Duas diretorias estaduais de ensino, nas cidades de Sorocaba e Santo André, também foram devolvidas pelos alunos.

A desocupação de parte das escolas ocorre depois de o governo do estado suspender a reorganização do ensino, que levaria ao fechamento de 93 escolas, medida que afetaria 311 mil alunos.

A presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes, afirmou que as ocupações devem continuar - ontem, 196 escolas estavam tomadas no Estado, de acordo com a Secretaria da Educação. "Não estamos convencidos dos argumentos do governo. Uma coisa é o Alckmin dizer para a mídia que vai suspender, outra é ele de fato revogar."

Ela criticou o argumento de que 2,9 mil salas de aula estariam ociosas e, por isso, a reorganização seria necessária. "Não estamos convencidos. A ociosidade é resultado do abandono das escolas. Não vamos desistir ou nos retirar das ocupações."

A porta-voz dos estudantes da Escola Fernão Dias Paes, em Pinheiros, zona oeste, Mariah Alessandra, de 18 anos, diz que o governo quer desviar o foco das ocupações que, para ela, devem continuar. "É uma manobra para enfraquecer o movimento."

Segundo ela, os estudantes vão participar das audiências públicas com o governo e querem que seja estabelecido um cronograma para elas. Eles decidiram ainda marcar um protesto para quarta-feira.

Para Vanessa Alves, de 16 anos, do grêmio estudantil da escola Brigadeiro Gavião Peixoto, a maior do Estado, em Perus, na zona oeste, Alckmin quer apenas parar o movimento, pois mais escolas seriam ocupadas.

Veja imagens do protesto desta quarta-feira (9):

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