NOTÍCIAS
09/12/2015 10:38 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Inflação em novembro sobe e ultrapassa os 10% nos últimos 12 meses, maior taxa desde 2003

C1ssou/FIickr

A inflação subiu mais uma vez em novembro e fechou o acumulado dos 12 meses com uma taxa de 10,48% -- primeira com dois dígitos desde 2003, quando a taxa estava em 11,02%. As informações são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira (9) pelo IBGE.

Na comparação com outubro, o IPCA também cresceu. Ele variou 1,01% e ficou 0,19 ponto percentual acima de 0,82% registrada no mês anterior. O mês também bateu recorde: desde 2002, quando o índice atingiu 3,02%, o IBGE não havia registro de uma taxa mais alta num mês de novembro.

O acumulado do ano também foi o mais alto desde 2002, quando ficou em 10,22%. De janeiro a novembro, o IPCA bateu os 9,62% -- bem acima dos 5,58% de igual período de 2014 e do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%.

Todos os grupos de despesas medidos pelo IBGE apresentaram aumento na comparação mensal. Os preços que influenciaram para cima o índice foram nos transportes (com variação de 1,08% ante outubro), e, principalmente, nos preços dos alimentos e bebidas (com variação de 1,83%).

"É um ano de pressão de custos de várias causas. Tivemos aumento forte do câmbio, da gasolina e do diesel. Quando se ouve falar em inflação alta, os formadores de preço acabam reajustando, mas ainda estamos longe ainda do que se viu na época da hiperinflação", disse a economista do IBGE Eulina Nunes dos Santos, à agência Reuters.

Perspectivas

Segundo pesquisa Focus do Banco Central, que consulta a cada semana diversos economistas, a projeção é de aumento do IPCA de 6,70% em 2016 e de 10,44% em 2015. Nos dois casos, a inflação estouraria o teto da meta.

"Esses números colocam lenha na fogueira e elevam a necessidade de novo ciclo contracionista da política monetária. Não descarto essa possibilidade diante da alteração na comunicação do BC", constatou a economista do CM Capital Markets Camila Abdelmalack, à Reuters.

(Com informações da Reuters)

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: