NOTÍCIAS
08/12/2015 09:44 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Donald Trump quer proibir qualquer mulçumano de entrar nos EUA

SAUL LOEB via Getty Images
Republican Presidential hopeful Donald Trump speaks during the 2016 Republican Jewish Coalition Presidential Candidates Forum in Washington, DC, December 3, 2015. AFP PHOTO / SAUL LOEB / AFP / SAUL LOEB (Photo credit should read SAUL LOEB/AFP/Getty Images)

O magnata Donald Trump, que lidera a disputa republicana para a eleição presidencial nos Estados Unidos, pediu nesta segunda-feira (7) a proibição da entrada de mulçumanos no país.

"Tenho amigos muçulmanos, são gente muito boa, mas sabem que há um problema, e isso não podemos tolerar mais", disse, durante um comício na Carolina do Sul.

A proposta do empresário recebeu muitas críticas. Da Casa Branca e Hillary Clinton a políticos republicanos, foram muitos os que condenaram a ideia descabida do bilionário.

Em um comunicado intitulado Comunicado de Donald Trump para impedir a imigração mulçumana, a equipe de campanha do magnata afirmou que a ideia da proposta é que ela tenha validade "até que os legisladores do nosso país compreendam o que está ocorrendo".

O texto faz referência às investigações sobre o tiroteio em uma clínica de San Bernardino, na Califórnia, que deixou 14 mortos na última semana. Neste domingo, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que o ataque foi um ato terrorista cometido por um casal que havia se radicalizado.

A Casa Branca rejeitou imediatamente a proposta de Trump, alegando que vetar a entrada dos muçulmanos é "totalmente contrário aos valores" americanos. "Temos, em nossa lei de Direitos, respeito pela liberdade religiosa", declarou Ben Rhodes, um dos principais assessores de política externa do presidente Barack Obama, à emissora CNN.

Trump também foi criticado por grande parte dos pré-candidatos à presidência americana. A democrata Hillary Clinton escreveu, em sua página do Twitter, que a ideia "é condenável e preconceituosa". "Donald Trump, você não entende, isso nos deixará menos seguros", disse.

Do mesmo partido, Martin O'Malley afirmou que o magnata "faz campanha para a presidência enquanto demagogo fascista". Já o político republicano Jeb Bush disse que o empresário está "desequilibrado".

O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR, sigla em inglês), a maior organização civil muçulmana do país, condenou a posição de Trump, afirmando que a "histeria antimuçulmana se tornou uma das principais características de sua campanha".

Após os atentados de 13 de novembro em Paris, que mataram 130 pessoas, o magnata declarou à rede NBC que apoiaria um plano para criar um registro especial para todos os muçulmanos nos Estados Unidos - o que imediatamente suscitou comparações com medida semelhante imposta aos judeus na Alemanha nazista.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: