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07/12/2015 18:48 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Cunha e oposição se aliam para adiar eleição de comissão de impeachment, diz líder do governo

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se aliou a líderes da oposição para adiar a eleição dos membros da comissão especial que analisará o pedido de

MIGUEL SCHINCARIOL via Getty Images
The president of the Brazilian Chamber of Deputies, Eduardo Cunha, from the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) meets with union workers in Sao Paulo, Brazil, on August 21, 2015. Cunha, speaker of the Chamber of Deputies, was alleged to have taken at least $5 million in bribes as part of a sprawling kickbacks scheme centered on state oil company Petrobras. AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL (Photo credit should read Miguel Schincariol/AFP/Getty Images)

O presidente da Câmara dos Deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se aliou a líderes da oposição para adiar a eleição dos membros da comissão especial que analisará o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).

Guimarães disse a jornalistas que o movimento de Cunha fere acordo firmado entre lideranças partidárias. O líder do PMDB na Casa, Leonardo Picciani (RJ), disse que, com o que chamou de "manobra", a análise do pedido de impeachment começa mal.

A votação para eleição dos indicados por líderes partidários para integrar a comissão especial que analisará o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi adiada da noite desta segunda-feira, 7, para a tarde desta terça-feira, 8. A decisão foi anunciada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em reunião com líderes partidários nesta tarde.

O adiamento se deu porque a oposição e a ala antigoverno do PMDB resolveram lançar uma chapa independente, com viés contrário à presidente Dilma. A insatisfação com a chapa original se deve às indicações feitas pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), que escolheu majoritariamente nomes contrários ao impeachment.

Cada chapa precisa ter, no mínimo, 33 integrantes. Se a chapa vencedora não tiver 65 membros, novas indicações são feitas para preencher as vagas remanescentes. Estes nomes retardatários são submetidos a outra votação, o que deve atrasar ainda mais a instalação da comissão.

O prazo para indicações de representantes, que já havia sido adiado das 14h para as 18h de hoje, foi novamente postergado, agora para as 14h de terça-feira. Caso a sessão comece logo em seguida, inviabiliza a sessão do Conselho de Ética, marcada também para as 14h, para votação do parecer pela continuidade do processo contra Cunha.

A decisão de aceitar uma nova chapa e adiar a votação irritou líderes governistas. A reunião na presidência da Câmara ficou tensa e os líderes do PT, Sibá Machado (AC), e do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), elevaram a voz.

Machado deixou a reunião transtornado. "Isso arrebenta com qualquer possibilidade de relação aqui dentro. É inaceitável. Não é mínimo do campo democrático. O processo já começa super contaminado. Acho que tem o dedo dos tucanos para criar problema", afirmou Sibá Machado. "Tem uma guerra e vamos para ela do jeito que ela vier", disse o líder do PT.

*Com Reuters e Estadão Conteúdo

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