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06/12/2015 17:39 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Ciro Gomes chama Temer de 'capitão do golpe', lança Rede da Legalidade e se diz pré-candidato à Presidência (VÍDEOS)

Coletiva Conjuntura Nacional

Posted by Flávio Dino on Domingo, 6 de dezembro de 2015

O ex-deputado, ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes será candidato à Presidência da República em 2018. A informação foi dada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, neste domingo (6), em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão. Anteriormente, Ciro dizia se sentir “obrigado a ser candidato”, por temer pelos rumos da República brasileira.

Caso a candidatura se confirme, será a terceira vez que Ciro Gomes disputa o Palácio do Planalto. Ele foi candidato à presidente em 1998 e 2002, terminando em terceiro e quarto lugar na disputa, respectivamente. Mas antes de pensar em eleições, o ex-ministro utilizou o evento em São Luís para, ao lado de Lupi e do governador do Maranhão, Flávio Dino (PcdoB), anunciar um movimento de resistência ao que o trio chamou de “golpe”.

“Não há nenhum ato da presidente da República que atende contra a probidade dela, mesmo os adversários mais firmes da presidente não imputam a ela nenhum ato de corrupção”, disse Dino, que disse considerar Ciro “um dos mais lúcidos” da atual política brasileira. Os três políticos anunciaram a formação de uma nova versão da Rede da Legalidade, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Um movimento com o mesmo nome foi deflagrado em 1961 pelo ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, para defender o mandato do então presidente João Goulart – que viria a ser derrubado pelos militares em 1964, causando ao Brasil um período obscuro de 21 anos sob o comando de uma ditadura. Além disso, uma página no Facebook foi criada sob o nome ‘Golpe nunca mais’.

Já Ciro Gomes avaliou que é preciso "engolir" todos os "abusos" do governo atual, em nome da democracia. Para o ex-ministro, o processo de impeachment tem sido tocado por um "grupo de mafiosos" que estão se utilizando de "protocolos formais" para derrubar a democracia brasileira. O pedetista disse ainda que o "golpe" não tem sido orquestrado apenas pelo PMDB, mas por grupos internacionais de interesses conservadores e reacionários que "cobiçam o petróleo brasileiro”.

O ex-ministro ainda voltou a alfinetar o vice-presidente da República, Michel Temer. Um dia antes, em Belo Horizonte, Ciro havia chamado o presidente licenciado do PMDB de “capitão do golpe”. “O Michel Temer é sócio íntimo do Eduardo Cunha, colega de partido, eu sei o que estou dizendo”, afirmou. As afirmações contra os dois peemedebistas já haviam sido feitas por ele em entrevista à jornalista Mariana Godoy, da RedeTV!, na sexta-feira (4).

“O impeachment é remédio grave, absolutamente excepcional que só se pode usar em uma única circunstância: o cometimento de crime de responsabilidade, dolosamente, ou seja conscientemente praticado pela presidente da República”, destacou ainda Ciro, que apesar de defender a permanência de Dilma, não deixou de fazer críticas ao atual governo, considerado “catastrófico” por ele. “É um governo fraco, com uma presidente mal assessorada”.

“Remédio para governo que não se gosta, remédio para governo ruim, não é interromper o itinerário da normalidade democrática, porque isso introduz variável de instabilidade que demora 20 anos para superar”, concluiu. O trecho foi semelhante ao dito por Ciro em uma outra entrevista, desta vez à TV Gazeta, de São Paulo.

(Com Estadão Conteúdo)

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